<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-21870524</id><updated>2011-06-08T06:04:07.962+01:00</updated><title type='text'>Amor Selado</title><subtitle type='html'>As cartas do nosso amor que por amizade selamos.</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://amorselado.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21870524/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amorselado.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Helena</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00322191602469466371</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>45</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21870524.post-582752837424667911</id><published>2006-04-19T15:35:00.000+01:00</published><updated>2008-07-03T15:36:54.880+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Querida Helena,&lt;br /&gt;Já me perdi de tudo o que nós somos. É essa a verdade. Já não sei o amor, já não sei a dor. Já não vejo a luz do teu quarto. Pensei que o ciúme de que tentavas perfumar as tuas cartas tinha acabado, pensei que já tinhas decidido não abrir o meu peito em machadadas de casos teus. Porque é que fizeste isto neste tempo, eu não sei.  Está tudo tão desesperadamente mal. Está tudo tão negro e estou farto de ser este carneiro que ninguém respeita. É pedir muito não me falares dos teus planos amorosos? E dessa maneira? Claro que eu quero saber de ti, mas  falas-me dos teus encontros como se eu fosse parte interessada.  Será que não percebes que por me dizeres o dia, nunca me sais do pensamento nesse dia? Não percebes que por me dizer a hora  o meu estômago revolta-se durante o tempo que sabe que é outra boca que beijas?! Será que não percebes que ao dizeres-me o sitio onde vais estar com  ele fazes com que tenha que me esbofetear a vontade de correr para esse mesmo sitio e ficar a ver quem é que escolheste para me preterir a mim??? Porque é que és incapaz de ver o sofrimento vermelho com que pintas o meu peito. Porque é que depois de todo o sofrimento que tenho que caminhar em brasa me espalhas alcool no corpo para que todo eu arda ainda de raiva e dor.&lt;br /&gt;E eu que te pedi, pedi-te com a clareza que ainda me restava, para não encheres de sangue a próxima carta. Porque o teu sangue aos meus olhos são facas que vem colher o meu e espalha-lo em tudo o que te escrevo. Se não estivesse a minha mãe para me refrear esta cabeça que rodopia nervosa talvez já me tivesse afigurado à janela e ter-te-ia gritado tudo aquilo que me fazes morrer. Matas-me assim no teu sempre gelado caminho. A sangue frio que faz borbulhar o meu sangue quente demais. Pelo menos mata-me de uma vez, porque se as palavras me continuarem a sair ensanguentadas já nem vais conseguir perceber quem é o remetente e que te esqueças de quem eu sou eu não te permito. E não me vou permitir a nossa vida, se a hemorragia não parar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21870524-582752837424667911?l=amorselado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amorselado.blogspot.com/feeds/582752837424667911/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=21870524&amp;postID=582752837424667911&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21870524/posts/default/582752837424667911'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21870524/posts/default/582752837424667911'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amorselado.blogspot.com/2006/04/querida-helena-j-me-perdi-de-tudo-o-que.html' title=''/><author><name>Pedro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12498965911555086586</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21870524.post-8378836855547190770</id><published>2006-04-18T17:43:00.000+01:00</published><updated>2007-06-16T23:22:47.099+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Querido Pedro,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aperecebi-me, desde muito cedo, que nunca havíamos imaginado aquilo que nos esperava depois do Rio.&lt;br /&gt;Sabíamos que iria ser uma constante surpresa naquilo que era esperado já. Sempre soubemos que seria cruel para connosco, soubemos que em momentos teríamos de ser cruéis um para com o outro, que haveria momentos em que, por não haver mais dentro de nós por onde se espalhar, o sofrimento se transformaria em lágrimas escritas e manchas no papel de carta.&lt;br /&gt;Eu soube, desde a primeira vez que a "Estrela da Tarde" me soou a Amor que inevitavelmente teria de te magoar, que terias de me magoar. Sabia que teríamos de seguir em caminhos paraledos, magoados.&lt;br /&gt;Estar com a tua mãe foi importante. Ouvir-lhe a voz, sentir-lhe o toque, partilhar dores de males aprisionados em nós que insistem em propagar-se por cada milímetro do que somos.&lt;br /&gt;Ao invés de finjir que nada se passava, como disseste que teria feito, atentei-lhe no olhar e aprendi coisas muito importantes.&lt;br /&gt;Apercebi-me de que realmente há coisas das quais devemos desistir, apercebi-me que assim que desistimos de algo nos devemos empenhar afincadamente num sonho diferente.&lt;br /&gt;Mas dói. Agora que já o pensei e decidi, apercebo-me de que é bem mais difícil escrevê-lo. Escrever-to.&lt;br /&gt;Só porque me é sempre difícil abandonar aquilo por que lutei e me sacrifiquei, me é difícil escrever-te esta carta. Mas se não o fizer já, se esta carta for parar ao cesto dos papéis, sei que não serei capaz de a escrever uma outra vez, porque eu sinto... e sinto que este é o salto pelo qual os meus pés gritavam.&lt;br /&gt;Hoje o dia exibe-se, importante, decidido.&lt;br /&gt;Decidi hoje reencrontrar-me com mais mais amor me deu e fez sentir. Com quem me pinta estrelas no tecto enfadonho da minha casa, quem me rasga sorrisos e arranca beijos.&lt;br /&gt;É, sem dúvida, a pessoa mais importante para mim neste momento.&lt;br /&gt;Desde que separámos os olhares que sabia que ia ser assim: que apesar de toda a confusão circundante acabaria por marcar o encontro de hoje, às 9:30, no..., com aquele que me roubou o sentimento que nem sabia poder sentir mas que já nascera em mim, antes do Rio e depois Dele.&lt;br /&gt;Não me julgues Pedro, tenta perceber, é o melhor para nós e sei que também vais receber esta notícia com um sorriso porque sabes bem que que há pessoas que se precisam mais do que o próprio ar.&lt;br /&gt;Pedro, por favor, não me apagues as estrelas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21870524-8378836855547190770?l=amorselado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amorselado.blogspot.com/feeds/8378836855547190770/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=21870524&amp;postID=8378836855547190770&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21870524/posts/default/8378836855547190770'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21870524/posts/default/8378836855547190770'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amorselado.blogspot.com/2006/04/querido-pedro-aperecebi-me-desde-muito.html' title=''/><author><name>Helena</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00322191602469466371</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21870524.post-5887966081303263083</id><published>2006-04-17T16:29:00.000+01:00</published><updated>2007-03-20T23:03:55.058Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>Querida Helena,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ontem fui a Travanca ver o meu pai e levar-lhe algumas coisas que a minha mãe mandou. Ela disse-me que te tinha ido ver. O assunto morreu ai. Hoje estava mais animada e encheu o frigorifico e enfeitou tudo o que podia enfeitar. Conseguiste o que eu ainda não tinha sido capaz. Anima-la. E não sei como o fizeste e isso é o que me incomoda mais. Não sei se foi só o teu sorriso ou a tua capacidade de fingir que nada se passa. Mas magoa-me. Magoa-me porque fazes-me invejar a minha mãe. Sabes o que isso é Helena? Sinto-me uma merda por invejar a minha própria mãe que tem uma doença grave. E eu sem doença nenhuma desejo-lhe a tua presença. Porque ela foi capaz de te levar a compaixão e deste-lhe o que não me dás a mim à meses. Nem um olhar eu tenho através do vidro que nos separa. A mim não me deste nada e à minha mãe és capaz de lhe dar tudo aquilo que eu desejo e cobiço. E além de ter de ver isso bem à minha frente fazes-me sentir a inveja de quem não a pode sentir. É sempre assim contigo já viste? Sentimentos que não se podem sentir.&lt;br /&gt;Vês o que esta distância me faz? Já sinto só esta dor que se começa a transformar em ódio. Não podemos continuar assim Helena.  Separamo-nos para não destruirmos a amizade e acabamos destruindo-nos a nós, a quem nos rodeia e até mesmo a essa amizade.  Viajamos em movimentos transversais para não nos tocarmos e acabamos por nos tocar nessa intenção. Acabamos por nos unir mais nesta dança de loucos do que se dançassemos mesmo.&lt;br /&gt;Vou deitar-me na banheira a ouvir um piano de agudos porque temo largar mais sangue numa carta que já está vermelha. E por favor não me mandes o teu sangue na próxima carta. Porque se não vamos passar a trocar sangue só, e no fim não restará nenhum vermelho para o rosa da amizade.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21870524-5887966081303263083?l=amorselado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amorselado.blogspot.com/feeds/5887966081303263083/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=21870524&amp;postID=5887966081303263083&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21870524/posts/default/5887966081303263083'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21870524/posts/default/5887966081303263083'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amorselado.blogspot.com/2006/04/querida-helena-ontem-fui-travanca-ver-o.html' title=''/><author><name>Pedro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12498965911555086586</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21870524.post-115842342807663453</id><published>2006-04-16T16:22:00.000+01:00</published><updated>2006-09-16T17:17:08.140+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;table id="HB_Mail_Container" height="100%" cellspacing="0" cellpadding="0" width="100%" border="0" unselectable="on"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr height="100%" width="100%" unselectable="on"&gt;&lt;td id="HB_Focus_Element" valign="top" width="100%" background="" height="250" unselectable="off"&gt;Querido Pedro,&lt;br /&gt;A tua mãe passou por aqui hoje. Abri a porta e lá estava ela, parou olhando-me. Confesso que me senti humilhada perante aquele olhar cheio de força.&lt;br /&gt;Quase não falámos,  o ar estava cheio de cumplicidade e de abraços. Ela olhava o caos do meu apartamento e ia-me lançando olhares compreensivos nenhuma de nós tinha a força necessária para organizar aquilo que nos rodeava.&lt;br /&gt;Parou em frente a mim, tocou-me o rosto e abraçou-me. Voltou a parar em frente a mim, "Helena...", não foi preciso mais nada, a minha casa deixava transparecer a dor que ela não precisava de suportar. Resolvi levá-la a um lugar que lhe mostrasse que nada do que eu lhe pudesse dizer lhe daria tanta força quanto o cheiro da vida.&lt;br /&gt;Jardins de Serralves. Sentámo-nos num banco, arranjou as golas da minha camisa e levantou-se. Aí sim, falámos e aí sim, houve sorrisos arrancados por entre lágrimas.&lt;br /&gt;Sabes, nunca me custou tanto a escrever as palavras,  como agora, ao contar-te as palavras da tua mãe...&lt;br /&gt;Apertou-me as mãos com uma força que não lhe imaginava, as palavras dela fizeram-me fraca.&lt;br /&gt;" A mim não me podes ajudar mais do que isto, mais do que esta certeza de que não estou sozinha não me podes dar..."&lt;br /&gt;Sentou-se novamente a meu lado, fitava o ar em frente dela e vi-a fechar os olhos com a certeza de que me iria pedir algo, e pediu mesmo.&lt;br /&gt;"O Pedro, ele... Bem, eu sei que ele está a ser o mais forte que consegue, pelo menos quando está a meu lado, mas eu sei que a força dele não dura até ao momento que chega a casa. Eu sei que vocês não se querem ver, mas por favor , ajuda-o. Primeiro esta vossa decisão ridícula, agora isto, eu não sei ele aguenta".&lt;br /&gt;Respirou fundo e percebi no olhar seguro que ostentava o que me pedia. Ver-te, falar-te, abraçar-te.&lt;br /&gt;Não sei o que queres fazer Pedro, não sei o que consigo fazer...&lt;br /&gt;A tua mãe apertou-me as mãos, talvez o meu cheiro tenha ficado por lá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr hb_tag="1" unselectable="on"&gt;&lt;td style="FONT-SIZE: 1pt" height="1" unselectable="on"&gt;&lt;div id="hotbar_promo"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21870524-115842342807663453?l=amorselado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amorselado.blogspot.com/feeds/115842342807663453/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=21870524&amp;postID=115842342807663453&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21870524/posts/default/115842342807663453'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21870524/posts/default/115842342807663453'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amorselado.blogspot.com/2006/04/querido-pedro-tua-me-passou-por-aqui.html' title=''/><author><name>Helena</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00322191602469466371</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21870524.post-115152858646460521</id><published>2006-04-15T21:41:00.001+01:00</published><updated>2008-07-03T15:34:33.461+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Querida Helena,&lt;br /&gt;Não tenho que te prometer que vou ser forte, porque não é algo que possa escolher, vou ter de ser simplesmente.  Isto está-me a afectar como nunca pensei mas tu sabes o que a minha mãe significa para mim.  Ela reage muito melhor do que eu mas o medo que ela por dentro esteja a sofrer ainda mais faz-me largar tristeza por onde passe. A minha criatividade no atelier levou um golpe enorme e só me apetece desenhar a negro. Dou graças pelo fim-de-semana. Hoje ganhei forças e levei a minha mãe para fora de casa e até ao mar que ela tanto gosta de observar. Fez-me bem, fez-nos bem, mas ao jantar só me apetecia levá-la para lá outra vez porque na escuridão da minha casa tudo parece diferente.Já nem olho a elevisão, nem notícias me interessam, parece-me tudo tão pequeno à beira da minha desgraça pessoal. Eu sei que é ridículo e tremendamente egocentrico mas o mundo parou para mim.&lt;br /&gt;Só tu continuas a andar, penso em ti a toda a hora. Penso como não será de o meu coração estar já de rastos que não aguento esta situação com mais bravura, penso se tu estivesses a meu lado a caminhada não seria bem mais fácil. E voltei a imaginar como tudo poderia ter sido diferente se não fosse aquela malfadada noite, volto à agonia dos &lt;span style="font-style: italic;"&gt;se's&lt;/span&gt;  e tudo se mistura num poço de dor e insegurança.&lt;br /&gt;Falei à minha mãe sobre tu quereres vê-la ela vai tentar a sorte dela amanhã à tarde na tua casa. Ela mostrou-se interessada em que eu fosse com ela mas o meu olhar quando   lhe respondi acabou com qualquer tipo de dúvida. Acho que a minha face se transfigura quando falo de ti porque toda a gente se parece redimir quando largo o teu nome em alguma conversa. Isto tem que acabar Helena, eu não aguento toda esta pressão, um mal de cada vez, pelo menos isso, e o da minha mãe não o posso sanar.&lt;br /&gt;Desculpa se me deixei caminhar para trás de novo num percurso que tanto custou a desbravar, mas acho que me consegues compreender. Faz-me um favor pequenino ao menos, deixa o teu cheiro na mão da minha mãe.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21870524-115152858646460521?l=amorselado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amorselado.blogspot.com/feeds/115152858646460521/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=21870524&amp;postID=115152858646460521&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21870524/posts/default/115152858646460521'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21870524/posts/default/115152858646460521'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amorselado.blogspot.com/2006/04/querida-helena-no-tenho-que-te.html' title=''/><author><name>Celi M.</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://img100.exs.cx/img100/4128/img0049small2ep9zb.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21870524.post-114824456756036274</id><published>2006-04-14T21:31:00.000+01:00</published><updated>2006-06-29T15:34:03.453+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;table id="HB_Mail_Container" unselectable="on" border="0" cellpadding="0" cellspacing="0" height="100%" width="100%"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr width="100%" unselectable="on" height="100%"&gt;&lt;td id="HB_Focus_Element" unselectable="off" background="" height="250" valign="top" width="100%"&gt;Querido Pedro,&lt;br /&gt;Cheguei hoje e não queria dar-te uma única palavra, só te queria ver, porque não sei que palavras se usam em momentos como este, em que nos sentimos num pequeno quarto que vai diminuindo ignorando a nossa pesença lá. Acabamos por desfalecer entre quatro paredes que julgámos ser seguras.&lt;br /&gt;Sei que também preferias um abraço a esta carta, como eu gostaria de te pousar a cabeça no meu ombro e fazer-te festinhas no cabelo enquanto tu deixavas ruir o teu mundo para depois o reconstruíres, mais belo, com mais encanto, mais igual a ti.&lt;br /&gt;Mas não sei se posso, não sei se te fará bem receber a minha entrega em pessoa para te apoiar neste momento. Por isso não o faço, sei que se realmente o quiseres (ou melhor, precisares) terás a força que por vezes pode parecer faltar-te.&lt;br /&gt;Sei que é o que se diz sempre que uma sombra como esta se abate sobre uma casa, mas vais ter que ser forte, enfrentar o negro como o homem que um dia me fez plantar estrelas no céu. Tens que ser forte não só por ti, mas principalmente pela tua mãe. Suponho que esteja aterrada, mesmo sem o demonstrar, o facto de ser uma operação usual nos dias que correm não impede que também ela se sinta dentro do quarto que a vai sufocando.&lt;br /&gt;Dá-lhe a mão, beija-a, abraça-a e sente o seu toque como se nunca o tivesses  feito antes, ela precisa de ti.&lt;br /&gt;Sabes, acho que a vou ver, ainda tenho o contacto dela e acho que ela vai gostar de saber que eu ainda estou lá para ela, quando for preciso.&lt;br /&gt;Promete-me que vais levantar o rosto e suportar a luz do sol sem deixar que ele te queime , promete-me que és capaz...&lt;br /&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr hb_tag="1" unselectable="on"&gt;&lt;td style="font-size: 1pt;" unselectable="on" height="1"&gt;&lt;div id="hotbar_promo"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21870524-114824456756036274?l=amorselado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amorselado.blogspot.com/feeds/114824456756036274/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=21870524&amp;postID=114824456756036274&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21870524/posts/default/114824456756036274'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21870524/posts/default/114824456756036274'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amorselado.blogspot.com/2006/04/querido-pedro-cheguei-hoje-e-no-queria.html' title=''/><author><name>Helena</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00322191602469466371</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21870524.post-114644333022772298</id><published>2006-04-13T01:20:00.000+01:00</published><updated>2006-05-01T03:05:32.850+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Querida Helena,&lt;br /&gt;Acho que chegas amanhã, e não podia estar mais necessitado da tua vinda. A minha mãe está a morar cá no Porto comigo. O meu pai ficou lá contra a minha vontade mas a mando da minha mãe. Dois porcos são mais importantes do que ela, pelos vistos. Tem andado a fazer exames atrás de exames para ser operada. Vão-lhe tirar um seio. Ainda me custa tanto pensar nisto. Precisava mesmo da tua presença, por isso te peço que voltes rápido.&lt;br /&gt;Tenho falado com a Joana, mas ela enche-se de lágrimas ao ouvir-me falar e não é isso que preciso ver. Nem eu sei do que preciso já. Preciso de ti Helena. Falei á tua irmã e ela disse-me que voltavas amanhã. Mal chegues escreve-me, estou a precisar tanto das tuas palavras...&lt;br /&gt;Beijo-te aqui na noite da tua ausência e olho o céu esperando ver a luz.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21870524-114644333022772298?l=amorselado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amorselado.blogspot.com/feeds/114644333022772298/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=21870524&amp;postID=114644333022772298&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21870524/posts/default/114644333022772298'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21870524/posts/default/114644333022772298'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amorselado.blogspot.com/2006/04/querida-helena-acho-que-chegas-amanh-e.html' title=''/><author><name>Celi M.</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://img100.exs.cx/img100/4128/img0049small2ep9zb.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21870524.post-114644274641394186</id><published>2006-04-07T01:04:00.000+01:00</published><updated>2006-05-01T01:20:25.486+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Querida Helena,&lt;br /&gt;há uma semana que não te sei. Não sei como estás a conseguir seguir aí tão longe de mim. Acho que o estás a fazer só para provares que é forte. Acho que queres atropelar a minha lembrança e por isso fugiste-me deixando-me aqui a sufocar. Ouço o mestre Paredes a ordenar-me &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Muda de vida&lt;/span&gt;, mas eu continuo aqui a olhar para cima esperando a tua luz.&lt;br /&gt;Tudo piorou desde que te foste embora. Na terça quando cheguei a casa encontrei a minha mãe ocupada em limpezas e arrumações mesmo depois de o sol já ter fugido. Estranhei. Sabes bem como ela gosta de me mandar fazer em vez de fazer ela e depois dar-me o sermão. Mas limpava tão concentradamente que parecia que tudo estava infectado com alguma doença. Foi exactamente este o meu pensamento naquela tarde e foi por isso que aproveitando o peso de ser a minha a mandei sentar e explicar-me o que se passava. Era pior do que eu imaginava. Bem sei que acontece a muitas mulheres da idade dela mas esta mulher é a minha mãe. Doeu-me de uma maneira que não pensasse ser possivel depois de todo o sofrimento que tenho passado. Agarrei-me a ela e só a voltei a largar quando entrou na camioneta. Pelos vistos já algum tempo ela desconfiava da doença, fez exames , tudo sem me dizer palavra porque achava que já "andava muito triste e não tinha necessidade de me preocupar com coisas sem importância". E agora de todas as alturas preciso-te. Aqui. Mas tu teimas em ficar nesse país de que nunca gostaste. Volta por favor, deixo-te um beijo ao teu regresso.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21870524-114644274641394186?l=amorselado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amorselado.blogspot.com/feeds/114644274641394186/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=21870524&amp;postID=114644274641394186&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21870524/posts/default/114644274641394186'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21870524/posts/default/114644274641394186'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amorselado.blogspot.com/2006/04/querida-helena-h-uma-semana-que-no-te.html' title=''/><author><name>Celi M.</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://img100.exs.cx/img100/4128/img0049small2ep9zb.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21870524.post-114644179696795153</id><published>2006-04-03T00:47:00.000+01:00</published><updated>2006-05-01T03:04:36.753+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Querida Helena,&lt;br /&gt;Escrevo-te mesmo sabendo que só me vais ler daqui a uns dias quando voltares. Quando li a tua carta pensei ser uma pequena brincadeira do dia em que te li. Era dia das mentiras e tomei a tua carta como tal. Mas o teu carro deixou de estar estacionado à porta do teu prédio e por muito que &lt;a name="conteudo"&gt;&lt;span class="texto"&gt;                     perscrutasse&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; a rua não o encontrei. E vi-me abandonado. Bem sei que não nos vemos mas sempre soube que aí estavas á minha espera se eu precisasse.É como o trapezista saber que a rede está antes do chão ainda que não vá cair. Tu não sabes porque foste para a Espanha, mas ficar aqui no meu mundo sem ti levou-me ainda mais à minha solidão, a minha prisão. O fim-de-semana passei-o em casa olhando o teu apartamento esperando ver-te ou sentir a tua presença, mas tu teimas em ficar onde estás sem sentires a minha falta. Não sei se alguém ficou encarregue de te ver o correio nem quero saber, porque seria pior se soubesse que mãos que não as tuas abririam o meu envelope, que olhos que não os teus lessem esta carta.&lt;br /&gt;A vida corre-me tão cinzenta que já não sei o que fazer. Amanha vou com a minha mãe ao médico. Vai ficar a dormir em minha casa e tenho que arrumar tudo isto se não quero passar o próximo mês a ouvi-la . Talvez te escreva mais na tua ausência, talvez não a suporte e desista de tudo isto, talvez venhas antes.&lt;br /&gt;Mesmo sem o leres que o meu beijo te adormeça esta noite.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21870524-114644179696795153?l=amorselado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amorselado.blogspot.com/feeds/114644179696795153/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=21870524&amp;postID=114644179696795153&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21870524/posts/default/114644179696795153'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21870524/posts/default/114644179696795153'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amorselado.blogspot.com/2006/04/querida-helena-escrevo-te-mesmo.html' title=''/><author><name>Celi M.</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://img100.exs.cx/img100/4128/img0049small2ep9zb.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21870524.post-114380386802985795</id><published>2006-03-30T12:13:00.000+01:00</published><updated>2006-03-31T12:17:48.046+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;table id="HB_Mail_Container" height="100%" cellspacing="0" cellpadding="0" width="100%" border="0" unselectable="on"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr height="100%" width="100%" unselectable="on"&gt;&lt;td id="HB_Focus_Element" valign="top" width="100%" background="" height="250" unselectable="off"&gt;Querido Pedro,&lt;br /&gt;Eu caio tanto quanto tu, a diferença é que o peso que se abate sobre o meu coração não é suficiente para me enfraquecer as pernas.&lt;br /&gt;As memórias têm em mim o efeito contrário, quase me fazem desfalecer. A força, essa, vem de dentro de mim e do passado, porque apesar de serem as memórias a magoarem-me, são também elas que me falam de ti, quase incessantemente.&lt;br /&gt;Não to disse na última carta, mas fiquei feliz por teres caminhado na fonte. Muito feliz. Foi como que uma batalha interior que penso que acabaste por ganhar, e por isso, só posso estar orgulhosa de ti.&lt;br /&gt;Não sei o que seria de nós se a Joana não estivesse sempre ao nosso lado, para nos fazer sorrir, chorar, ou até confrontar com a realidade que teimamos em camuflar com as cores da coragem ou mesmo da loucura.&lt;br /&gt;Recordo tão bem aquela noite! Essa e todas as outras em que ao teu lado fui só o que o luar me pedia. Sabes, uma das coisas de que mais sinto falta é de me fazeres festinhas e de brincares com o meu cabelo, enquanto eu, com a cabeça no teu colo, acabava por adormecer.&lt;br /&gt;Nem sei como vou conseguir abdicar das tuas cartas nestas duas semanas que aí vêm... vou ter que me ausentar em trabalho, mas levo-te comigo, tal como as cartas, atadas por um cordel velho, como nos filmes antigos que contigo via.&lt;br /&gt;Desculpa-me a brevidade da carta, desculpa-me as poucas palavras, mas como alguém dizia: "o silêncio também é música" e por hoje, esta é a melodia que te posso oferecer.&lt;br /&gt;Vou estar fora, em Espanha, mas levo um beijo teu no dedo polegar, para que possa senti-lo, sempre que quiser. E não quero saber se alguém pensar que, tal como os bébes, tenho a mania de chuchar no dedo, porque por ti eu não me importo de parecer louca, a loucura que me provocas é totalmente sã.&lt;br /&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr hb_tag="1" unselectable="on"&gt;&lt;td style="FONT-SIZE: 1pt" height="1" unselectable="on"&gt;&lt;div id="hotbar_promo"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21870524-114380386802985795?l=amorselado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amorselado.blogspot.com/feeds/114380386802985795/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=21870524&amp;postID=114380386802985795&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21870524/posts/default/114380386802985795'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21870524/posts/default/114380386802985795'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amorselado.blogspot.com/2006/03/querido-pedro-eu-caio-tanto-quanto-tu.html' title=''/><author><name>Helena</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00322191602469466371</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21870524.post-114367494255072051</id><published>2006-03-29T23:32:00.000+01:00</published><updated>2006-03-30T00:29:02.583+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Querida Helena,&lt;br /&gt;Tu podes levantar-te, tu podes evitar cair inclusivé. Eu cai, cai na quinta e julguei faltarem-me as pernas, julguei-me para sempre preso a este chão. Mas as nossas memórias provaram-me o contrário, apoiaram-me enquanto me erguia. Se elas não servem para ti, procura então algo que te ajude a subir.&lt;br /&gt;Já nem me lembrava de ter escrito que não podia andar na fonte, é outro dos problemas das cartas, tu podes ler as minhas vezes sem conta como eu leio as tuas, mas as palavras que digo só tu guardas e nunca as poderei reaver. A verdade é que pude, talvez conduzido pela loucura, pelo desespero que foi o último fim-de-semana, mas que agora sinto sereno e calmo.&lt;br /&gt;Hoje estive com a Joana, junto ao mar com as ondas a rebentarem contra o carro dela, nós dentro do carro inventavamos a nossa tempestade. Discutimos arduamente, mas no fim acabamos por nos compreender mutuamente e isso acalmou-me infinitamente. De tal forma que até tive coragem de olhar para cima não receando a tua presença na janela.&lt;br /&gt;Apesar de tudo vi a Lua, e ela trouxe-me uma noite de conversas eternas na tua varanda. Sentados nas cadeiras brancas de apanhar sol olhávamos a Lua e brincavamos com as estrelas. Nunca esquecerei essa noite por me lembrar claramente do que acendeu o rastilho na minha cabeça(não confundas com o coração!). Não te lembras? Consigo por-te a falar como num gravador: "Já viste como seria espetacular se namorassemos? Seriamos um tão bom casal, com discussões à séria mas com tantos sorrisos... É uma pena não gostarmos um  do outro."&lt;br /&gt;E assim me deixas de novo prostrado na nostalgia que me vem atacando de novo. Queria ceder-me a ela, mas se o fizer ela desaparece. Não é esse o preceito dela? E o teu também.&lt;br /&gt;Beijo-te de olhos fechados ainda, não por ter medo de te ver, mas por gostar mais de evocar a tua imagem de sempre.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21870524-114367494255072051?l=amorselado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amorselado.blogspot.com/feeds/114367494255072051/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=21870524&amp;postID=114367494255072051&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21870524/posts/default/114367494255072051'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21870524/posts/default/114367494255072051'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amorselado.blogspot.com/2006/03/querida-helena-tu-podes-levantar-te-tu.html' title=''/><author><name>Celi M.</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://img100.exs.cx/img100/4128/img0049small2ep9zb.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21870524.post-114358431405866606</id><published>2006-03-28T22:01:00.000+01:00</published><updated>2006-03-28T23:41:05.053+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;table id="HB_Mail_Container" unselectable="on" border="0" cellpadding="0" cellspacing="0" height="100%" width="100%"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr width="100%" unselectable="on" height="100%"&gt;&lt;td id="HB_Focus_Element" unselectable="off" background="" height="250" valign="top" width="100%"&gt;Querido Pedro,&lt;br /&gt;Hoje sinto-me em ti, não quero respeitar as regras absurdas das cartas bem estruturadas, não quero perguntar como estás, não quero. Foi uma das melhores coisas que me ensinaste: quebrar regras.&lt;br /&gt;Escrevo-te esta carta sentada na janela, uma perna dentro do quarto que já não reconheço como meu, outra perna sente o vento que traz em si o som do sentir. Vou-me deixando invadir pelo ar e quase flutuo.&lt;br /&gt;Dizes que não queres pedir perdão por o que disseste ou fizeste, e ainda bem, jamais te perdoaria se o fizesses. Adoro-te assim, por seres a folha que me pousa no colo numa tarde de Verão em que as folhas devem estar bem agarradas à arvore, por teres a coragem de pousar sem medo que eu te lance ao chão. Por teres sido essa folha, por não teres medo da imagem que gosto de passar, mulher fria e firme, é que aprendi a amar cada recanto da tua alma, cada pedacinho de ar que és.&lt;br /&gt;Não quero esquecer a Quinta-feira, não posso. Ao ponto que a loucura nos levou... abdicámos daquele sentimento irritante que nos corrói por dentro pela amizade e quase a atirámos pela janela, com a mesma violência com que quase atiraste a mesa.&lt;br /&gt;Não te deixes assustar pela ausência duma carta, assusta-te antes com o peso da presença ausente.&lt;br /&gt;Vou-te imaginando estes dias em que o som da razão não basta para me deter. Quase consigo ver-te agora, sentada no parapeito da janela: completamente afundado no puff azul, a sala iluminada apenas pela televisão, vejo-te puxar o fio que trazes ao peito, não consigo evitar sorrir e baixar a cabeça ao imaginar que vais passando o meu anel pelos teus lábios... é nestes momentos em que me sinto mesmo louca, ao tingir o mundo das cores que bem me apetece quando as mesmas cores que adoro são exageradamente berrantes e impossíveis de juntar sem que pareçam uma pintura dum miúdo de dois anos.&lt;br /&gt;"Não andei descalço na fonte. Não fui capaz. Não pelo frio, mas porque depois seria incapaz de to contar, e teria de te mentir." Foi o que me disseste há pouco tempo antes... porque foste capaz de mo contar agora? O que mudou no teu sentir para que agora que me possas revelar a verdade?&lt;br /&gt;Confesso que ao deixar a decisão da continuidade das cartas na tua mão me amedrontei. E se decidisses mesmo parar? O que seriam os dias sem o teu cheiro no papel?&lt;br /&gt;Se soubesses a saudade, ou mesmo o desespero com que agarro o beijo que me mandas e o aperto contra o coração, talvez fujisses: sempre me disseste que odiavas o sorriso nos lábios de quem já não se pode levantar mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr hb_tag="1" unselectable="on"&gt;&lt;td style="font-size: 1pt;" unselectable="on" height="1"&gt;&lt;div id="hotbar_promo"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21870524-114358431405866606?l=amorselado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amorselado.blogspot.com/feeds/114358431405866606/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=21870524&amp;postID=114358431405866606&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21870524/posts/default/114358431405866606'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21870524/posts/default/114358431405866606'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amorselado.blogspot.com/2006/03/querido-pedro-hoje-sinto-me-em-ti-no.html' title=''/><author><name>Helena</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00322191602469466371</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21870524.post-114351082080987397</id><published>2006-03-27T23:37:00.000+01:00</published><updated>2006-03-28T10:58:34.596+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Querida Helena,&lt;br /&gt;Não vou pedir desculpa pelo que disse na última carta, não vou retirar o que disse, o que fiz e disse tem o seu tempo, lugar e razão que felizmente já não me são comuns. Guarda a última carta, queima-a, esquece a última Quinta-Feira ou lembra-te dela sempre que puseres na rua. Não te vou pedir nada do mesmo modo que não vou  aceitar os teus  pedidos em relação a isto.&lt;br /&gt;Fui passar o fim-de semana com os meus pais e é graças a isso que ainda te consigo escrever. Ainda me roda a cabeça, ainda sinto o suor nas costas mas já consigo olhar-me ao espelho e ver o teu anel no meu peito. A minha mãe não me perguntou nada que não fosse necessário e isso deu-me a paz de espírito para poder organizar-me. O chão gelado da fonte contra os meus pés frios também me ajudou muito.&lt;br /&gt;Não sei se te vou conseguir ver nos próximos tempos, mas o nosso passado deixa-me o sabor de certeza que tudo isto passará. O amor, o desejo,o desgosto, a tristeza e o ódio, tudo  passará e deixará de novo a paisagem branca plena de neve. Eu assim acredito, por isso escrevo mais uma vez, e continuarei sempre que acreditar.&lt;br /&gt;Chegar a casa e não ter uma carta tua assustou-me e alertou-me para o facto de já não saber viver sem a companhia. Ainda que a tua carne não se encolha entre os meus dedos, o teu cheiro estará sempre na minha mão.&lt;br /&gt;Assim me despeço, breve e vago, para que sintas apenas o calor suficiente para aquecer sem queimar.&lt;br /&gt;Um beijo teu, sempre teu.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21870524-114351082080987397?l=amorselado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amorselado.blogspot.com/feeds/114351082080987397/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=21870524&amp;postID=114351082080987397&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21870524/posts/default/114351082080987397'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21870524/posts/default/114351082080987397'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amorselado.blogspot.com/2006/03/querida-helena-no-vou-pedir-desculpa.html' title=''/><author><name>Celi M.</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://img100.exs.cx/img100/4128/img0049small2ep9zb.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21870524.post-114338910075767470</id><published>2006-03-26T17:01:00.000+01:00</published><updated>2006-03-26T21:40:34.616+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Querido Pedro,&lt;br /&gt;Desculpa-me a demora desta carta. Passei o fim-de semana perdida nas ruas do Porto, perdida em nós. Pensei mais do que queria, e talvez por isso, deva já pedir-te desculpas pelas minhas palavras e pelos sentimentos que elas poderão despertar em ti.&lt;br /&gt;Também eu me sinto doente e cansada, também eu me pergunto se estas cartas que trocamos fazem sentido.&lt;br /&gt;Sabes, não te vou julgar pelo que fizeste. "Fiquei feliz por teres vindo, mas nunca pensei que trouxesses o teu corpo contigo". Talvez agora percebas a minha loucura.&lt;br /&gt;Eu encarreguei-me, sozinha, de me certificar de que as nossas vidas não se cruzavam, mas para isso,eu precisava de passar pelo sofrimento de te ver todos os dias.&lt;br /&gt;A tua reacção não foi diferente da que imaginei, se um dia aquilo viesse a acontecer, porque te sei de cor. Sei que sempre tiveste problemas em encarar de frente o que não conseguias ter, e que, por isso mesmo, chegavas a não querer.&lt;br /&gt;Dizes não saber até onde te levaram as pernas, pois bem, digo-to eu: Rio. Há semanas que, antes de ir trabalhar passo por lá, nem eu sei bem porquê. Nesse dia encontrei-te e meu coração parou.&lt;br /&gt;Preocupei-me contigo, olhando-te dali, de dentro do carro. O teu cabelo desalinhado, a cara desesperada e os olhos esbugalhados olhando para quem passava pintavam-me o retrato que temia ver um dia.&lt;br /&gt;Não sei se conseguirás um dia voltar a tolerar a minha presença, não sei se o queres, nem mesmo se eu o quero. Nas cartas que escrevemos, é rara a vez em que não invocamos palavras ou imagens do passado, mas quando ele se nos depara mesmo em frente aos olhos, não sabemos como lidar com ele.&lt;br /&gt;Lembras-te, "Mesmo o que é passado existe na totalidade do seu presente se em vez do seu conteúdo nos concentarmos na intensidade"? É o sentido desta frase que nos vai dando sentido aos dias.&lt;br /&gt;Pensei muito no que disseste sobre as cartas. Sei que nos traz sofrimento, muito. Sei também que, ao voltar da agência, corro na esperança de encontrar uma carta tua, uma carta que me traga um pouco de ti para junto de mim, sem remorsos nem culpas insuportáveis.&lt;br /&gt;Nem sei porque te deixei o anel, talvez para que, ao pousares os olhos nele, os pouses também em mim. Talvez porque o meu egoísmo não aceite que me esqueças por um minuto sequer, embora passe muito tempo a dizer-te o contrário. Talvez porque quis que, ao contrario de mim, tivesses algo palpável daquela noite. Talvez...&lt;br /&gt;Deixo agora a mais importante decisão nas tuas mãos: continuamos com esta loucura ou perdemos o único sopro que sempre nos uniu? Deixamos para trás o sofrimento que estas cartas nos provocam, ou deixamos &lt;em&gt;tudo&lt;/em&gt; para trás? A decisão é tua, e eu vou saber respeitá-la, concordando com ela ou não.&lt;br /&gt;Despeço-me, com palavras que não são minhas, repletas de sentimentos meus: "&lt;em&gt;Ninguém pode aconselhar-te ou ajudar-te, ninguém. Só há uma maneira. Concentra-te em ti. Procura a razão que te leva a escrever. Descobre se morrerias se a possibilidade de escrever t6e fosse negada.&lt;/em&gt;" Rainer Rilke&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21870524-114338910075767470?l=amorselado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amorselado.blogspot.com/feeds/114338910075767470/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=21870524&amp;postID=114338910075767470&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21870524/posts/default/114338910075767470'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21870524/posts/default/114338910075767470'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amorselado.blogspot.com/2006/03/querido-pedro-desculpa-me-demora-desta.html' title=''/><author><name>Helena</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00322191602469466371</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21870524.post-114315472751737563</id><published>2006-03-23T22:37:00.000Z</published><updated>2006-03-23T23:07:40.836Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>Querida Helena,&lt;br /&gt;Sento-me doente e cansado. Sofri um golpe duro de mais hoje. Quis responder à tua pergunta, quis poder preocupar-me. Por isso não te respondi ontem. Hoje de manhã sai de casa bem cedo, como tu viste. Sai mas não fui trabalhar. Fui criança, vais-mo gritar e eu sei. Escondi-me a ver a entrada do teu prédio, esperei que o teu corpo saisse do elevador. Quando saiu eu morri. As pernas tremiam, a vista turvou-se e não mais consegui olhar. Corri, corri numa direcção que não sabia qual, só a sabia longe de ti. E tremia, todo eu num medo incessante. Não fui trabalhar, não sei onde fui. Só quando as pernas não podiam mais retornei a casa, mas a olhar a cada face temendo ser a tua.&lt;br /&gt;Agora que as horas já lavaram alguma da dor lancinante que me atingiu sobrou a tristeza. Não sei se estás louca, não o posso avaliar porque não sei se a loucura não se apoderou de mim também. Isto foi tudo uma loucura! A nossa noite, a nossa separação, estas cartas que vamos arremessando sem saber porquê. Maldito porquê, malditas cartas, maldito beijo.&lt;br /&gt;Estou triste, desesperado por me teres atingido de tal forma. Pergunto-me incessantemente se alguma vez te vou conseguir olhar de novo, se algum dia tolerarei a tua presença. As provas que hoje o meu corpo me apresentou dizem-me que não. Dizem-me que tudo isto é vão, que nada faz sentido, que as cartas são só mais sofrimento, e mais e mais. Já nem sei o que quero fazer.&lt;br /&gt;O que vês na minha janela não é o teu anel mas sim um invólucro amarrotado da minha desarrumação. O teu anel está no meu peito de onde não saiu desde que descobri que o tinhas deixado no meu dedo aquela noite.&lt;br /&gt;Já nem sei porque o uso, não sei porque te escrevo, já nem sei porque te beijo noite após noite, já nem sei porque te digo&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21870524-114315472751737563?l=amorselado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amorselado.blogspot.com/feeds/114315472751737563/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=21870524&amp;postID=114315472751737563&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21870524/posts/default/114315472751737563'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21870524/posts/default/114315472751737563'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amorselado.blogspot.com/2006/03/querida-helena-sento-me-doente-e.html' title=''/><author><name>Celi M.</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://img100.exs.cx/img100/4128/img0049small2ep9zb.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21870524.post-114298524081118279</id><published>2006-03-21T23:11:00.000Z</published><updated>2006-03-21T23:54:00.830Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;table id="HB_Mail_Container" height="100%" cellspacing="0" cellpadding="0" width="100%" border="0" unselectable="on"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr height="100%" width="100%" unselectable="on"&gt;&lt;td id="HB_Focus_Element" valign="top" width="100%" background="" height="250" unselectable="off"&gt;Querido Pedro,&lt;br /&gt;Não te queria responder. Queria deixar-te a desesperar com a ausência de uma carta, obrigar-te a olhar pela janela para veres a luz acesa, obrigar-te a interrogar o que de tão importante estou a fazer para nem sequer te dar uma resposta, por curta que seja.&lt;br /&gt;Respondo-te apenas e unicamente pelo mesmo motivo que me levou a atirar-me para o chão no outro dia.&lt;br /&gt;Na minha última carta relembrei-te os insultos que ofereciamos um ao outro quando uma discussão rebentava sobre as nossas cabeças. Chamava-te egoísta, e volto a fazê-lo agora e quase me apetece bater-te por isso.&lt;br /&gt;Os meus receios não são fingidos, eu tenho&lt;em&gt; medo &lt;/em&gt;de estar louca. Todos me olham como tal, o olhar dos que me rodeiam grita "&lt;em&gt;Não liguem, ela está louca sabem?"&lt;/em&gt;. Ignoram-me e &lt;em&gt;tu&lt;/em&gt; ignoraste-me também.&lt;br /&gt;Tu, que juraste nunca ser um deles. Tu que juraste nunca pertencer ao mundo enfeitado de flores de plástico em que os outros vivem. Mas foi uma flor de plástico a tua última carta.&lt;br /&gt;Hoje sou eu que te interrogo como o garoto da televisão &lt;em&gt;"Porquê?"&lt;/em&gt;, porque é que ignoras os medos que me consomem? Porque me falas do cobertor vermelho quando tudo o que vejo se tingiu irremediavelmente de um encarnado que me fere e quase cega os olhos? Porque me ignoras como se eu realmente fosse &lt;em&gt;louca&lt;/em&gt;?&lt;br /&gt;Quanto ao almoço de família, todos os olhares, excepto o da minha querida avó, me gritavam que mereço toda a minha angústia. Porque sou uma pessoa má, tenho a sorte de ter uma pessoa boa como tu e ainda por cima rejeita a sorte que tem. Odeio-os, a todos (claro que a avó não se insere neste grupo). Porque pensam que família é aquela coisa que aparece nas fotografias em ocasiões como um casamento, ou qualquer coisa que se assemelhe, e onde possam comer de graça. Odeio-os porque nunca me souberam amar, porque só aprenderam a amar o nosso amor quando já não tinham que suportar ao vivo a nossa felicidade.&lt;br /&gt;Detesto o mundo em que fui lançada à minha sorte. Detesto pensar na minha felicidade enquanto música numa outra vida. Detesto não poder ser sempre feita de compassos pausas e emoções prazerozas.&lt;br /&gt;Detesto a maneira como fecho os olhos cada vez que te despedes com um beijo, e detesto ver o meu anel reluzir no parapeito da tua janela. Tira-o daí, por favor... está a deixar-me louca.&lt;br /&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr hb_tag="1" unselectable="on"&gt;&lt;td style="FONT-SIZE: 1pt" height="1" unselectable="on"&gt;&lt;div id="hotbar_promo"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21870524-114298524081118279?l=amorselado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amorselado.blogspot.com/feeds/114298524081118279/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=21870524&amp;postID=114298524081118279&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21870524/posts/default/114298524081118279'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21870524/posts/default/114298524081118279'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amorselado.blogspot.com/2006/03/querido-pedro-no-te-queria-responder.html' title=''/><author><name>Helena</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00322191602469466371</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21870524.post-114289479116400757</id><published>2006-03-20T22:13:00.000Z</published><updated>2006-03-20T22:46:31.180Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>Querida Helena,&lt;br /&gt;Hoje escrevo-te aninhado no sofá com o cobertor vermelho a cobrir-me as pernas e a melancolia a cobrir-me a consciência. A chuva vai compassando o piano que que sai do negro da coluna. Toda esta placidez e quando penso que estivemos quase a cruzarmo-nos o meu coração agita-se e o fogo nasce na minha face. A melancolia traz os porquês. E o pior é não lhe saber responder. Ela pergunta insitentemente como o puto da televisão. "Porquê?" -Medo talvez "Porquê?" -porque encontrá-la é tudo o que eu não preciso agora. "Porquê?" - porque isso seria ter de ver se a casa resiste ao furacão e não posso viver sem casa agora. Acabo a conversa assim com uma metáfora e ela cala-se roendo o osso procurando o pedacinho de carne.&lt;br /&gt;Agora percebo porque me senti mal perto da Joana. Tenho que falar com ela, não quero perder a amizade dela. Vou-lhe pedir que nos deixe a um canto, que faça de conta que tudo não se passa porque ela como toda a gente não vai ser capaz de compreender a nossa separação. E nós já não podemos com mais porquês.Pelo menos eu.Estou farto dos meus, dos da minha mãe, dos dos nossos amigos.&lt;br /&gt;Fico contente com as primeiras palavras do Gui e estou morto por o ver. Espero que o teu almoço em casa da tua avó  tenha sido pacífico pelo menos. Eu fui tomar café com o Rodrigo no sábado depois de almoço e cheguei a casa já noite dentro. É por isso que é espetacular falar com ele. Podemos passar horas numa mesa sem o assunto acabar, e sem ter conversas dolorosas. Já tinha saudades daquelas conversas. Levantei-me cedo no domingo porque fui almoçar com os meus tios á Póvoa. Não me arriscava a chegar atrasado e a ouvir o habitual sermão do meu tio. Foi agradável, a distância do Porto fez-me bem, e o mar raivoso distrai-me o coração. Vou passar a fugir nos domingos mais vezes.&lt;br /&gt;Despeço-me ainda com o cobertor nos joelhos mas com a melancolia atirada a um canto. As saudades? Essas ainda me aquecem o peito. Um beijo meu amor.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21870524-114289479116400757?l=amorselado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amorselado.blogspot.com/feeds/114289479116400757/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=21870524&amp;postID=114289479116400757&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21870524/posts/default/114289479116400757'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21870524/posts/default/114289479116400757'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amorselado.blogspot.com/2006/03/querida-helena-hoje-escrevo-te.html' title=''/><author><name>Celi M.</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://img100.exs.cx/img100/4128/img0049small2ep9zb.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21870524.post-114277879107503839</id><published>2006-03-19T14:04:00.000Z</published><updated>2006-03-19T14:33:11.096Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;table id="HB_Mail_Container" height="100%" cellspacing="0" cellpadding="0" width="100%" border="0" unselectable="on"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr height="100%" width="100%" unselectable="on"&gt;&lt;td id="HB_Focus_Element" valign="top" width="100%" background="" height="250" unselectable="off"&gt;Querido Pedro,&lt;br /&gt;Não me senti minimamente provocada pelo poema que partilhaste comigo. Sinto-me lisonjeda por teres partilhado comigo as palavras que só suportas sendo declamadas.&lt;br /&gt;Ontem saí com a Joana, não fomos a um bar nem a nenhum lugar semelhante. Pensando bem, mal chegámos a sair. Pensando bem, os caminhos do jardim dela não se parecem com uma saída. Falámos muito sobre muitas coisas.&lt;br /&gt;É obvio que, mais tarde ou mais cedo, te tornaste no tema de conversa. Há algo que ela me disse que me ecoa pelo peito e que queima o ar que respiro. Sabes como é a Joana; firme, directa e simples. "Se por uma vez na vida deixasses de chamar coragem à cobardia...", achas que ela tem razão? Achas que pintamos o nosso medo com as cores da razão?&lt;br /&gt;Assustaste-me hoje. Não é teu hábito, ao Domingo, estar a pé as nove da manhã, muitos menos na rua. Passar-se o mesmo comigo já não é estranho.&lt;br /&gt;Sabes, todos as manhãs te olho pela janela e espero que saias para depois sair eu e nossos caminhos não se cruzarem. Esta manhã, como todos os Domingos, achei que não seria necessário, que estarias a dormir, recuperando de uma noite com os amigos. Mas desta vez não.&lt;br /&gt;Ia sair do prédio quando te vi na rua. Atabalhoadamente atirei-me para o lado de lá da porta e caí. O velho porteiro ficou a olhar para mim como se eu fosse louca, nem sequer me tentou ajudar, fitou-me apenas com aqueles enormes e trémulos olhos cinzentos como se realmente eu fosse  uma aberração da natureza. Mas não foi o primeiro. Isto tem-me acontecido frequentemente, e isso assusta-me, por mais que me custe a admiti-lo. Tenho medo de que os olhares deles tenham razão.&lt;br /&gt;Lembras-te de quando discutíamos? Era rara a discussão em que não me chamasses louca, tal com era rara a discussão em que eu não te chamasse egoísta. E isto é que me preocupa. Se fossem apenas os outros a julgarem-me louca, eu conseguiria fazer a minha vida normalmente, mas a possibilidade da visão deles ser partilhada contigo deixa-me apavorada.&lt;br /&gt;O Gui já fala! A minha irmã está eufórica. A primeira palavra (talvez chamar-lhe som fosse o mais acertado) foi "Ena", ora bem, isto para mim é o diminutivo de Helena, mas a minha irmã não me parece convencida.&lt;br /&gt;Tenho que me despedir agora, vou almoçar a casa da minha avó e já vou atrasada. Devo chegar tarde, não te preocupes pela escuridão vinda da  minha casa. Passo-te as mãos pelos olhos e beijo-te a testa apertando-te bem contra mim, abraço-te e deixo que sintas o meu coração dentro do teu peito.&lt;br /&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr hb_tag="1" unselectable="on"&gt;&lt;td style="FONT-SIZE: 1pt" height="1" unselectable="on"&gt;&lt;div id="hotbar_promo"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21870524-114277879107503839?l=amorselado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amorselado.blogspot.com/feeds/114277879107503839/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=21870524&amp;postID=114277879107503839&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21870524/posts/default/114277879107503839'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21870524/posts/default/114277879107503839'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amorselado.blogspot.com/2006/03/querido-pedro-no-me-senti-minimamente.html' title=''/><author><name>Helena</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00322191602469466371</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21870524.post-114263556127264205</id><published>2006-03-17T22:36:00.000Z</published><updated>2006-03-17T22:55:16.746Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>Querida Helena,&lt;br /&gt;Hoje não vou escrever uma carta. Nunca soube como se fazia mas parece-me que escrever palavras que não são minhas, não é de todo o formato de uma carta. Ouvia um poema, sabes bem que tem de ser ouvidos para que os sinta, sobre o cigarro. Esse teu vício triste e negro que insistes em manter. Enquanto ouvia apercebi-me do que te havia tornado exactamente isso, um cigarro na minha vida que fumo repetidamente e não me dá descanço. Eis o teu poema então.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b style="font-style: italic;"&gt;Volutas de Humo&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;                Salvador Angel Molinari (alias Tito)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;         &lt;p style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;Volutas de humo que flotan&lt;br /&gt;       Alrededor de mi cuerpo&lt;br /&gt;       Con que simpleza se desintegran&lt;br /&gt;       En cuanto las toca el viento&lt;br /&gt;       Conversar, conversar con vos quisiera&lt;br /&gt;       Decirte, decirte lo que yo siento...&lt;br /&gt;       ¿Por qué siempre te necesito&lt;br /&gt;       Cuánto más solo me encuentro?&lt;br /&gt;       Éste, éste, tu encanto fatal&lt;br /&gt;       Es lo único que no entiendo&lt;br /&gt;       Sabiendo que, poco a poco&lt;br /&gt;       Mi vida estás consumiendo...&lt;br /&gt;       Cigarrillo forrado de blanco&lt;br /&gt;       El color de la pureza y,&lt;br /&gt;       ¿Qué llevás en el alma? Lo negro...&lt;br /&gt;       ¡Cuántos somos los que nos aferramos&lt;br /&gt;       A tus pitadas profundas y exhalamos de una vez!&lt;br /&gt;       (Mientras tragamos tu veneno...).&lt;br /&gt;       Apartarte, apartarte yo quisiera&lt;br /&gt;       Pero sé que no puedo&lt;br /&gt;       Porque en cada devenir de esta vida que padecemos&lt;br /&gt;       En mi propia cobardía más me aferro&lt;br /&gt;       A tu maldito veneno...&lt;br /&gt;       Te tomé como juguete de purrete&lt;br /&gt;       Y hoy, que sos parte mía&lt;br /&gt;       No sabés cuánto me arrepiento&lt;br /&gt;       Ya sin vos, ya sin vos no sé vivir&lt;br /&gt;       Porque sos mi companero&lt;br /&gt;       Ese amigo que busqué en la noche solitaria&lt;br /&gt;       Mientras contemplaba los cielos&lt;br /&gt;       Y que hablaba de mis sueños, mis tristezas y alegrías&lt;br /&gt;       Mientras vos, poco a poco&lt;br /&gt;       En mis dedos te consumías&lt;br /&gt;       Y así, así me quitaste el aliento&lt;br /&gt;       No me dejás respirar&lt;br /&gt;       Manchaste todos mis dedos&lt;br /&gt;       Y por dentro devoraste gran parte de mi cuerpo...&lt;br /&gt;       Pero, ¿qué te puedo reprochar?&lt;br /&gt;       Si fuiste mi compañero...&lt;br /&gt;       Y otra vez, otra vez te vuelvo a encender&lt;br /&gt;       Y mientras miro tus volutas de humo&lt;br /&gt;       Que envuelven todo mi cuerpo&lt;br /&gt;       Te tengo que decir, a mi pesar&lt;br /&gt;       Que seguís siendo mi mejor compañero...&lt;/p&gt; Espero que o compreendas e não o tomes como uma provocação. Despeço-me assim, com as palavras curtas e o carinho fechado na mão que insististe em apertar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21870524-114263556127264205?l=amorselado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amorselado.blogspot.com/feeds/114263556127264205/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=21870524&amp;postID=114263556127264205&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21870524/posts/default/114263556127264205'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21870524/posts/default/114263556127264205'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amorselado.blogspot.com/2006/03/querida-helena-hoje-no-vou-escrever.html' title=''/><author><name>Celi M.</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://img100.exs.cx/img100/4128/img0049small2ep9zb.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21870524.post-114254229543409992</id><published>2006-03-16T20:18:00.000Z</published><updated>2006-03-16T20:51:35.450Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;table id="HB_Mail_Container" height="100%" cellspacing="0" cellpadding="0" width="100%" border="0" unselectable="on"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr height="100%" width="100%" unselectable="on"&gt;&lt;td id="HB_Focus_Element" valign="top" width="100%" background="" height="250" unselectable="off"&gt;Querido Pedro,&lt;br /&gt;Quero começar por te pedir desculpa pela demora desta carta. Agora que voltei ao trabalho, o Dr. Cerqueira entregou-me um projecto importantíssimo e andei aterefada com ele nestes últimos dias.Pelo que me tens dito parece que também andas atolado em trabalho, por isso sei que compreenderás.&lt;br /&gt;Estou bem, o regresso não me fez mal algum. Sabes o quanto adoro sentir-me útil. Sabes o quanto odeio passar o dia sem fazer nada de interessante.&lt;br /&gt;As tuas comparações em relação à musica e a mim lembraram-me duma conversa que tivemos uma vez, precisamente no b-flat. Eu dizia-te que se a reencarnação existisse mesmo, noutra vida eu teria sido uma música, quando ouviste isto riste-te com vontade e tentaste convercer-me de que para um ser vivo reencarnar teria que ser num outro ser vivo. Expliquei-te então que a musica fazia parte de mim, da minha vida e que se havia algo capaz de me fazer sentir viva era a musica. Desde então penso que verdadeiramente aceitaste o facto de eu poder ter sido uma música numa outra vida.&lt;br /&gt;Viste os meus olhos passear, mas não percebeste que eram a ti que eles realmente desejavam ver, apesar de saber que não é o mais correcto a fazer. Viste as minhas mãos, mas não percebeste que era em ti que elas queriam pousar. O desejo da minha boca era sentir o calor da tua.&lt;br /&gt;Não precisas de saber quando voltarás a mim, até porque nem sabemos bem se alguma vez isso acontecerá. Mas eu juro que vou tentar permanecer em ti, como uma amiga com quem sempre podes contar. Nunca sentirei nojo de ti, nem um pouco, e duvido que a Joana alguma vez o sinta. Acho que te faria bem desabafar com alguém, é o que tenho feito com a minha irmã. Sabes como é (um pouco injusto, sem dúvida), os momentos maus são mais fáceis de suportar quando são partilhados com alguém.&lt;br /&gt;Ontem ocorreu-me uma ideia perturbadora. Quando eu for velhinha, passar os dias inteiros à lareira, mesmo no Verão, e alguém me perguntar como foi a minha história com o grande amor da minha vida eu digo o quê? Digo o quão maravilhoso foi o início e conto como foi o fim? Será alguém capazde perceber? Será alguém capaz de suportar?&lt;br /&gt;Ofereço-te os meus olhos, para que, todas as manhãs, quando te vires ao espelho, também eu te possa ver; e aperto-te a mão até te doer, até ficares com marcas nos dedos, para que me sintas durante muito tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr hb_tag="1" unselectable="on"&gt;&lt;td style="FONT-SIZE: 1pt" height="1" unselectable="on"&gt;&lt;div id="hotbar_promo"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21870524-114254229543409992?l=amorselado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amorselado.blogspot.com/feeds/114254229543409992/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=21870524&amp;postID=114254229543409992&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21870524/posts/default/114254229543409992'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21870524/posts/default/114254229543409992'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amorselado.blogspot.com/2006/03/querido-pedro-quero-comear-por-te.html' title=''/><author><name>Helena</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00322191602469466371</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21870524.post-114230261815883964</id><published>2006-03-13T23:47:00.000Z</published><updated>2006-03-14T02:16:58.173Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>Querida Helena,&lt;br /&gt;Escrevo-te cansado. Fisica e psicologicamente. A correria da cabeça e o não descanço das pernas conferem-me um estado de completo cansaço. Desculpa-me desde já por todas as incoerencias e erros que por esta carta se espalhem.&lt;br /&gt;Fiquei preocupado por tu não me responderes, mas ao ver a tua luz desligada todo o fim-de semana julguei-te longe. Não sabia tão grave a tua ausência, e confesso ter tido o impulso de saltar porta fora. Espero que estejas melhor. Espero que estejas bem. Espero que o regresso não te tenha feito mal.&lt;br /&gt;A doce lembrança das noites de jazz veio contaminar o cansaço e a melancolia instalou-se e não a consigo escorrassar. É inevitável que a minha solidão e a saudade do jazz e de ti se misturem numa visão assustadora. Vejo teus olhos a passear, graves como o contrabaixo, certos e atentos. Graves e claros mantendo a melodia. As tuas mãos a tamborilarem como uma bateria, cheia de solos e improvisos, de magia e de electricidade. A tua boca, largando notas ao acaso, mas tão certas, tão harmoniosas com o resto da música. Tão estranhamente agudas que entram pelo peito adentro sem pedir licensa, tão imensamente graves que deixam o sabor de ti escoando por todo o corpo.Não sei quando voltarei ao b-flat. Não sei quando voltarei a ti. Há meses que não falo com o Rodrigo,  há anos que não te vejo.&lt;br /&gt;Estás certa(para não variar). Estou farto de sentimentos. Mas se não tos dou a ti a quem hei-de entristecer? A nossa amizade sempre esteve cheia dos sentimentos que contavamos um ao outro, antes de os sentimentos serem um pelo outro. Não consigo abrir-me à Joana, sinto que ela não me vai conseguir ver sem ter nojo. Sinto que vou ter nojo de ela me ver. Deixo-lhe palavras cortadas a meio, enigmas sentimentais que não têm uma resposta certa.&lt;br /&gt;Tenta responder-me rápido desta vez para pelo menos me sossegares a tua doença. Não aguento pensar que possas estar desmaiada no quarto onde mantêns a luz acesa a esta hora.&lt;br /&gt;Um doce cruzar dos meus dedos nos teus, e não te esqueças que ainda que presos na minha mão os podes usar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21870524-114230261815883964?l=amorselado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amorselado.blogspot.com/feeds/114230261815883964/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=21870524&amp;postID=114230261815883964&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21870524/posts/default/114230261815883964'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21870524/posts/default/114230261815883964'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amorselado.blogspot.com/2006/03/querida-helena-escrevo-te-cansado.html' title=''/><author><name>Celi M.</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://img100.exs.cx/img100/4128/img0049small2ep9zb.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21870524.post-114220614486683947</id><published>2006-03-12T22:42:00.000Z</published><updated>2006-03-12T23:29:04.883Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;table id="HB_Mail_Container" height="100%" cellspacing="0" cellpadding="0" width="100%" border="0" unselectable="on"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr height="100%" width="100%" unselectable="on"&gt;&lt;td id="HB_Focus_Element" valign="top" width="100%" background="" height="250" unselectable="off"&gt;Querido Pedro,&lt;br /&gt;Sempre acreditei nas amizades, mesmo com músicas. Há tantas que me consolam e me acalentam os braços nesta fase. Há mortes necessárias, não há mal algum em assassinar o tirano para salvar o inocente. O tirano é o amor e jamais nos descuidaremos ao ponto de sacrificar a amizade, se tal acontecesse, com ela eu morreria também, porque é aquilo que me faz levantar e conseguir por-me de pé.&lt;br /&gt;Desculpa a demora na resposta, mas este fim-de-semana correu-me pior do que queria. Como se já não me bastasse a sensação de acordar cansada e andar quase moribunda pelas ruas, tive uma quebra de tensão e, para não variar, acabei por perder os sentidos.&lt;br /&gt;Encontrou-me em casa a minha irmã, a quem, felizmente havia emprestado a chave. Fui para o hospital e a minha mãe, naquela preocupação desesperante veio-me buscar e fui para juntos dos meus pais estes dias.&lt;br /&gt;Voltei hoje, amanhã volto ao trabalho, e não fiz algumas das "coisinhas" que queria. Não consegui ler nenhum livro, mas deixei as pegadas na areia e dancei. Fui ver uma actuação de jazz ao vivo, naquele bar onde íamos todas as quintas-feira. Como gostavas de jazz... ainda hesitei em entrar, tive medo que também tu quisesses descontair com os sons que tanto apreciamos. Acabei por entrar, varrendo a sala com os olhos verdes, "verdes como uma folha que começa a secar", como tantas que vimos nas tardes de Outono. Não estavas, respirei de alívio e sentei-me.&lt;br /&gt;Sentei-me e assim fiquei até que o nosso tão bem conhecido Rodrigo me arrancou da cadeira e me obrigou a dançar com a mesma vivacidade que o caracteriza. Fez-me bem, sem dúvida alguma.&lt;br /&gt;Fico feliz por saber que arrancaste um sorriso ao casmurro do teu patrão, mas não quero que te mates a trabalhar, foi o que eu fiz e acabou por não correr nada bem.&lt;br /&gt;Já conversei com a minha avó, mas não tenciono contar-te nem uma palavra da conversa. O que mantém a minha avó de pé são os sentimentos que foi acumulando dentro dela. Estás farto de sentimentos, falar-te deles só te irritaria e isso eu não quero. Se bem que não percebo como podes querer que te fale da minha vida sem incluir sentimentos nela.&lt;br /&gt;Sempre foste assim, essa tua capacidade angustiante de saber viver (ou fingir saber) viver sem sentir dá-me vontade de te bater. Sente Pedro, sente as folhas que caem, o vento que passa, sente a minha mão na tua em despedida.&lt;br /&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr hb_tag="1" unselectable="on"&gt;&lt;td style="FONT-SIZE: 1pt" height="1" unselectable="on"&gt;&lt;div id="hotbar_promo"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21870524-114220614486683947?l=amorselado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amorselado.blogspot.com/feeds/114220614486683947/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=21870524&amp;postID=114220614486683947&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21870524/posts/default/114220614486683947'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21870524/posts/default/114220614486683947'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amorselado.blogspot.com/2006/03/querido-pedro-sempre-acreditei-nas.html' title=''/><author><name>Helena</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00322191602469466371</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21870524.post-114195261100336845</id><published>2006-03-09T23:30:00.000Z</published><updated>2006-03-10T01:03:31.026Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>Querida Helena,&lt;br /&gt;Antes de começar a escrever pus as &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Paredes&lt;/span&gt; a tocar para mim. Pois é, não gostas e eu sei-o, mas preciso de algo que me serene para que não te destrua a casa. Juro que vou tentar. A música é minha companheira há muitos anos mas na solidão a que me remeti tornou-se uma amizade presente e ela agora ouve-me também. Toca agora &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Sede e Morte&lt;/span&gt;. Tudo para me apontar as verdades que me veem atormentado. Temos sede. Sede dos sentimentos um do outro, da presença, do amor, do ódio do carinho. Não, não temos sede do amor. Foi para acabar com ele que o papel nos veio acompanhar.&lt;br /&gt;Morte. Desceu sobre a nossa amizade de foice em riste e está pronta a levá-la se nos descuidamos. E temo-nos descuidado, falamos só de sentimentos e esquecemos que há toda uma vida para ser contada, todo um mundo para mostramos. Isto traz-me uma imagem, sinto-me como se estivessemos em postos oposto do globo, e no papel contassemos o céu de estrelas que cada um vê. Mas perdemo-nos nas arvores, geladas,  de casca dura, secas e mirradas e que à minima chama ardem prontamente.Chega de àrvores, chega de metáforas. São da tua avó as metáforas não é? Das recordações mais antigas que tenho é a de tu me dizeres que as metáforas só a ela pertenciam quando ousei lançar-te uma. Há quantos anos? Já lhes perdi a conta.&lt;br /&gt;Espero que o descanço te tenha feito bem e que tenhas aproveitado para fazer aquelas coisinhas que tanto gostas quando estás de férias. Ler um livro com o sol, num qualquer banco de jardim, percorrer a areia molhada deixando nas pegadas o sinal da tua existência. Descançaste?&lt;br /&gt;Eu tenho-me cansado. Descobri que a melhor maneira de me abstrair da solidão é cansando-me. Faço mil esboços para cada projecto, passo horas fechado na sala do atelier. Já me valeu um sorriso do chefão, e parece aliviar a dor.&lt;br /&gt;Tenho curiosidade em saber se já falaste com a tua avó. Pareces ter esquecido a minha conversa com ela, mas é algo que circula repetidamente na minha cabeça. Tenho estado com a Joana, ela disse-me que não quiseste estar com ela, que querias a semana para estar sozinha e descançar. Disse-me que inclusivé tinhas o telémovel desligado grande parte do dia. Esta última custou-me a acreditar e por pouco não quebrei a regra numero dois e não te liguei para me certificar que não me mentia a Joana. Mas fiquei contente, até orgulhoso. Acho que finalmente conseguiste superar um vicio ainda que pelas piores razões. Talvez consigas deixar de fumar também...&lt;br /&gt;O cansaço já se apodera de mim, e peço desculpa pela manta de retalhos que se tornou esta carta. O senhor &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Paredes&lt;/span&gt; já toca demasiado rapido lembrando-me que o sono me faz falta.&lt;br /&gt;Despeço-me como sempre com um beijo, desta vez na face. Temia faze-lo por sentir a proximidade com a tua boca, mas hoje permito-me a essa audácia porque sei que não tenho já forças para a alcançar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21870524-114195261100336845?l=amorselado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amorselado.blogspot.com/feeds/114195261100336845/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=21870524&amp;postID=114195261100336845&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21870524/posts/default/114195261100336845'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21870524/posts/default/114195261100336845'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amorselado.blogspot.com/2006/03/querida-helena-antes-de-comear.html' title=''/><author><name>Celi M.</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://img100.exs.cx/img100/4128/img0049small2ep9zb.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21870524.post-114185436570331222</id><published>2006-03-08T21:10:00.000Z</published><updated>2006-03-08T21:46:05.726Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;table id="HB_Mail_Container" height="100%" cellspacing="0" cellpadding="0" width="100%" border="0" unselectable="on"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr height="100%" width="100%" unselectable="on"&gt;&lt;td id="HB_Focus_Element" valign="top" width="100%" background="" height="250" unselectable="off"&gt;Querido Pedro,&lt;br /&gt;Sei que me amas, sei que me odeias, ambos os sentimentos são, inevitavelmente, companheiros, afinal, qual seria a lógica do amor sem o ódio? A mesa não chegou cá, mas tu chegaste ao ponto de a atirar, a prová-lo está a tua última carta, estra provocou mais estragos no meu apartamento do que possas alguma vez imaginar.&lt;br /&gt;Não podemos voltar para trás, mas podemos olhar e recordar. Nada do que vivemos poderá ser apagado e não é tentando esquecê-lo  que vamos esquecer o que sentimos, para isso temos que lembrar, e aceitar que acabou.&lt;br /&gt;Faço-te isto porque te adoro, como amante e como amigo. Faço-te isto porque apesar de alguma possível frieza (leia-se firmeza) eu nunca deixei de ser humana. Aquele Rio faz parte da nossa vida, não vale a pena mentir a nós próprios e pensar que ele nunca existiu. Aconteceu Pedro, não há nada que possas fazer para mudar isso, nem eu te perdoaria se me tentasses convencer do contrário.&lt;br /&gt;Não posso esquecer a amizade antes daquele dia, sabes tão bem quanto eu que é essa amizade que nos mantém em contacto. É essa amizade que me faz levantar da cama e encarar o mundo que me bombardeia com perguntas em relação a ti.&lt;br /&gt;Não digas que não sabes fazer nada bem sem mim, é mentira. Magoas-me, fazes-me sorrir, chorar, gritar, e consegues fazê-lo muito bem.&lt;br /&gt;Não te preocupes mais, já fui ao médico. Não passa de um esgotamento. Já o devia prever, disse-te que o trabalho na agencia era mais que muito e que só de olhar para os projectos espalhados pela secretária já me doía a cabeça. Enfim, vou aproveitar esta semana para descansar, esta semana e nem mais um dia, sabes que não gosto de meter baixa por tudo e por nada. Para além disso, o "logo se vê" do Dr. Cerqueira não me sai da cabeça, perder o emprego seria a gota de água para mim.&lt;br /&gt;Sei bem que já passou um mês desde a primeira carta, sei bem que nunca percebeste bem como se escreve uma, mas também não me interessa. Nenhum de nós segue outras regras senão as nossas. Foi em Janeiro que nos separámos e desde Janeiro que não sei bem o que faço, também eu sinto a tua falta, também eu adormeço agarrada á almofada na esperança de te sentir.&lt;br /&gt;Sei que não gostas de poesia, sei que só a sabes apreciar quando declamada em voz alta, mas a minha voz não pode chegar até ti. Ofereço-te palavras de Pablo Neruda,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;"Desgraças do mês de Janeiro quando o indiferente&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;meio-dia instaura a sua equação no céu,&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;um ouro duro como o vinho duma taça cheia&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;enche a terra até aos seus limites azuis.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Desgraças deste tempo semelhante a uvas&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;pequenas que juntaram verde amargo,&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;confusas, escondidas lágrimas dos dias,&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;até que a intempérie divulga os seus cachos.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Sim, germes, dores, tudo o que palpita&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;aterrado, à luz crepitante de Janeiro,&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;amaducerá, arderá como arderam os frutos.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Divididos estarão os pesares: a alma&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;soprará como o vento, e a morada&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;ficará limpa com o pão fresco na mesa"&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Despeço-me, e fico aguardando ansiosamente pelas tuas palavras, pelo teu cheiro no papel, pelo sentir, pela Amizade.&lt;br /&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr hb_tag="1" unselectable="on"&gt;&lt;td style="FONT-SIZE: 1pt" height="1" unselectable="on"&gt;&lt;div id="hotbar_promo"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21870524-114185436570331222?l=amorselado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amorselado.blogspot.com/feeds/114185436570331222/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=21870524&amp;postID=114185436570331222&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21870524/posts/default/114185436570331222'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21870524/posts/default/114185436570331222'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amorselado.blogspot.com/2006/03/querido-pedro-sei-que-me-amas-sei-que.html' title=''/><author><name>Helena</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00322191602469466371</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21870524.post-114168734510382015</id><published>2006-03-06T22:39:00.000Z</published><updated>2006-03-06T23:22:25.116Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>Querida Helena,&lt;br /&gt;As vezes odeio-te. E não foram poucas as vezes que me apeteceu atirar uma mesa até à tua janela durante este mês. Não chegaria lá. Nem a mesa, nem eu a esse ponto. Teimas em me mostrar a outra estrada enquanto caminhamos, sabendo que não podemos voltar atrás. Eu quero. Desafiar o trânsito, correr para trás e fingir que foi aquele o caminho que sempre quis tomar. Mas tu manténs-me preso a esta estrada que não quero percorrer e apontas-me o caminho que desejo. Outro dia disseste-me que não pensasse, que perguntasse. Pois bem. Eu pergunto-te tão directamente quanto possivel: Porque me fazes isto Helena?&lt;br /&gt;Porque não te lembras tu de toda a amizade antes desse dia? Porque insistes em lembrar-me o amor quando queremos resguardar a amizade?&lt;br /&gt;Perguntaste-me como? A resposta não podia ser mais simples: 3 Esquerdo Traseiras. Mas não, não pode ser. Tomamos uma decisão. Eu não te consigo explicar como, se eu mesmo não sei como me vou arrastando nas ruas, riscando cores no atelier e vegetando no sofá. Não sei fazer nada direito sem ti. Por isso não sei explicar como has-de fazer.&lt;br /&gt;Não voltei ao rio assim como não voltei à fonte. Mas tu fizeste-me voltar lá, arrastaste-me e a experiencia não foi boa. Pelo menos estudei em pormenor o tecto do meu quarto. Vou pintar algo lá. Algo que me faça companhia durante a noite, algo que traga sorrisos e borboletas. Tu.&lt;br /&gt;Já foste ao médico? Que te disse? Estou mesmo preocupado, tenho medo no que te possa acontecer, tenho medo da minha reacção ao que te possa acontecer. Tenho medo da tua reacção à minha reacção. Não devia ter medo eu sei. Mas quando não o consigo enxutar durante a noite não posso deixar de tentar espalha-lo nesta carta.&lt;br /&gt;Não sei se reparaste mas fez ontem um mês que escrevi a primeira carta. Ainda não aprendi como se escreve uma, mas continuo sem manter o principio base da despedida. Não posso deixar de te beijar no fim contudo. Beijo já a almofada por falta do teu carinho. Trocava os lábios por uma tarde em tua casa vendo um filme, os teus cabelos fogo nas minhas mãos e tua cabeça no meu colo. Mas não tenho. Contento-me por isso por te beijar em silêncio. E não há nada mais triste.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21870524-114168734510382015?l=amorselado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amorselado.blogspot.com/feeds/114168734510382015/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=21870524&amp;postID=114168734510382015&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21870524/posts/default/114168734510382015'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21870524/posts/default/114168734510382015'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amorselado.blogspot.com/2006/03/querida-helena-as-vezes-odeio-te.html' title=''/><author><name>Celi M.</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://img100.exs.cx/img100/4128/img0049small2ep9zb.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21870524.post-114152326764393363</id><published>2006-03-05T01:42:00.000Z</published><updated>2006-03-05T01:47:47.663Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;table id="HB_Mail_Container" height="100%" cellspacing="0" cellpadding="0" width="100%" border="0" unselectable="on"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr height="100%" width="100%" unselectable="on"&gt;&lt;td id="HB_Focus_Element" valign="top" width="100%" background="" height="250" unselectable="off"&gt;Querido Pedro,&lt;br /&gt;Desculpa-me, mas não o consegui evitar, "escrevo-te do lugar de onde humilhámos o Universo", estou sentada na margem do Rio e vou balançando os pés ao compasso de uma música que nunca ouvi.&lt;br /&gt;Agora que os dias começam a trazer consigo o calor dos sentidos, aprisiono a agradável aragem que passa por mim dentro do meu peito e revejo o filme da nossa última noite com os olhos fechados. Rodeados por aqueles que nos são mais queridos e por desconhecidos, cores garridas que chegavam a ferir-nos os olhos, sorrisos calorosos numa noite de Inverno.&lt;br /&gt;Enquanto todos se divertiam, pousaste a mão na minha cintura e trouxeste-me até aqui, exactamente onde estou sentada. Pegaste na minha mão e eu deixei o fim da eternidade na tua; sorrimos, e retornámos para junto dos outros. Por vezes parávamos no meio da confusão e beijávamo-nos sem vergonha. À nossa volta cantavam e dançavam, estavam felizes e nós fomos felizes uma última vez com eles.&lt;br /&gt;Embora não te tenhas apercebido, eu soube, desde o momento em que, sentada no meio da rua, te vi por entre a multidão, que aquela noite seria como nunca e sempre.Sabia que seria única, mais do que isso, a última. Por isso te dei a mão, e tu, pelo mesmo motivo me entregaste o coração.Não conseguiamos parar de sorrir, mesmo por entre os beijos; não só pelos efeitos obvios do já muito álcool que nos corria nas veias, mas também pelo amor e pela amizade.&lt;br /&gt;Pelo amor que sentiamos há muito e que víamos como eterno, embora efémero; pela amizade que nos uniria muito para além dessa noite.Quis pedir-te desculpa, nem sei bem por o quê. Talvez por me ter apaixonado por ti, ou talvez porque não me afastei quando esse sentimento começou a surgir em mim. Não tive coragem, era a última noite e não queria falar-te disso.&lt;br /&gt;Mal reconheci os meus olhos nessa noite, embora feliz, uma estranha sombra pairava sobre eles como nunca antes. Do fundo de mim, sei o papel que desempenhou naquela noite com sabor a madrugada, era apenas a consciência sempre presente, para me relembrar que as regras eram simples: " Já decidiram que esta noite seria a última, não vale tentar reconsiderar, a escolha está feita.".Não tenho objecto algum que me recorde daquela noite, restou-me apenas a memória, talvez já deturpada pelo tempo e pelos sonhos, mas o brilho do teu olhar nada poderá alterar, porque esse olhar esteve comigo desde então, numa das margens do rio até hoje.&lt;br /&gt;Fugimos a meio da noite e refugiámo-nos num pequeno barco que não nos pertencia, foi aí que vimos o último nascer do sol juntos, tu bricavas com a minha mão e eu, com a cabeça pousada no teu ombro, ia sentindo o teu cheiro, saboreando todos os sentidos.&lt;br /&gt;Um beijo, um abraço, um longo olhar e a desesperada despedida.Não, não vivemos felizes para sempre, não vivemos o "para sempre" juntos, mas vives até hoje em mim e sei que vivo em ti. Mas nada disso importa, porque aquela noite foi sempre nossa, só nossa.&lt;br /&gt;Queria dizer-te tantas coisas... mas não sei onde perdi as palavras. Como conseguirei alguma vez dizer-te que a minha cabeça no teu ombro foi um dos melhores momentos que já vivi? Como conseguirei explicar-te que o resto da minha vida será apenas o resto da minha vida? Como Pedro, como?&lt;br /&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr hb_tag="1" unselectable="on"&gt;&lt;td style="FONT-SIZE: 1pt" height="1" unselectable="on"&gt;&lt;div id="hotbar_promo"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21870524-114152326764393363?l=amorselado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amorselado.blogspot.com/feeds/114152326764393363/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=21870524&amp;postID=114152326764393363&amp;isPopup=true' title='25 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21870524/posts/default/114152326764393363'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21870524/posts/default/114152326764393363'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amorselado.blogspot.com/2006/03/querido-pedro-desculpa-me-mas-no-o.html' title=''/><author><name>Helena</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00322191602469466371</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>25</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21870524.post-114149009925728516</id><published>2006-03-04T15:37:00.000Z</published><updated>2006-03-04T16:34:59.273Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>Querida Helena,&lt;br /&gt;As chamas da tua carta não me deixaram indiferente, bem sei que não queres que fique preocupado mas as notícias que me deixas deixam em mim a inquietação que à muito venho sentindo. Espero que o médico não traga más noticias e que tudo não passe de cansaço. Aproveita a semana para descançar, vai até ao mar repousa nele as tuas preocupações e liberta-te do fardo do emprego. Bem sei que largar algo tão importante para ti é muito difícil mas se não descansares esta semana vais ter de descançar um mês. Não vás ao rio. É tudo o que te peço.&lt;br /&gt;Pediste-me que fosse ver a tua avó. Fui. Não foi fácil. Só a viagem de comboio e todo o cenário que encontrei  me gritavam que não pertencia ali, pelo menos sem ti. Prossegui, por respeito a ti e à tua avó. Ao bater na porta que me parecia enorme quase fugi de medo. Não fora a calma e carinhosa face da tua avó a sorrir-me tinha-o feito. Entrei e conseguindo resistir às vontades da tua avó para tomarmos chá prosseguimos para o jardim. O sol tornava todo o ambiente verde ao reflectir-se nas folhas. Sentamo-nos junto da trepadeira e a tua avó pôs o xaile sobre as pernas e eu gelei o rosto para que não se derretesse perante a tua ausência. Ao contrário de ti não me sinto obrigado a deixar a nossa conversa naquele jardim, ao invés sinto que tens que a ouvir. Sei que a tua avó nunca ta contaria. Comecei por lhe perguntar sobre ti, sobre o que ela viu em ti. Ela disse-me o que eu sabia. Viu-te no rosto as olheiras do sofrimento e da dor. Mas viu também o nariz erguido e a testa lisa de decisão e disse-me que não irias voltar atrás. Ouvir aquilo da boca dela costou mais que mil cartas geladas de ti. Como se a idade lhe desse um peso de certeza, como um velho mestre traçando com certeza o percurso do seu  discípulo. A minha cara deixou-se trair e os sentimentos transbodaram dela. A tua avó pegou na minha mão e perguntou-me quem tinha decidido o nosso destino. Eu respondi-lhe que fomos os dois, que nenhum tinha mais culpa e que ambos o fizeramos sem pressões. Mas a face macia dela tocou-me o coração e não consegui deixar de lhe dizer que apesar de termos ambos culpa, a minha era uma arrependida, que o fizera e faço, mas que não residia mais em mim essa vontade. A tua avó respondeu como só ela consegue: "Se dois gatunos cometerem um crime ainda que um chore aquando da prisão ambos vão para a cadeia. Já és crescidinho Pedro e não precisas que te diga que se tomaste uma decisão não podes voltar atrás. E tu conheces a Helena tão bem como eu, e sabes que ela por muito que lhe doa nunca te vai dizer para voltarem atrás." A minha cabeça baixou-se e não consegui dizer nem mais uma palavra para além das cordialidades à saída. A tua avó beijou-me a testa e durante toda a viagem senti o beijo a correr na minha cabeça com as suas palavras a ecoarem repetidamente.&lt;br /&gt;Agora que te escrevo e enquanto a chuva lambe a minha janela vou-te dizer o que a ela não lhe disse. As grades da prisão não duram para sempre e quando sair não vou voltar a cometer o mesmo crime. Desculpa se te choco, desculpa se te desiludo, mas acho que mereces saber que os meus braços não se vão baixar. Não te preocupes que não te vou bater à porta esperando que me deixes entrar. Vou cumprir a minha pena, mas chegará a altura de sair, e quando essa altura chegar eu vou avisar-te.&lt;br /&gt;Espero sinceramente que as minhas palavras não te inquietem, e que melhores. Hoje durmo na sala para que possas descançar os olhos, e com alguma sorte a cabeça. Beijo-te a mão com o olhar na tua face, porque se te beijar a testa já não te vejo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21870524-114149009925728516?l=amorselado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amorselado.blogspot.com/feeds/114149009925728516/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=21870524&amp;postID=114149009925728516&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21870524/posts/default/114149009925728516'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21870524/posts/default/114149009925728516'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amorselado.blogspot.com/2006/03/querida-helena-as-chamas-da-tua-carta.html' title=''/><author><name>Celi M.</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://img100.exs.cx/img100/4128/img0049small2ep9zb.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21870524.post-114148206006170443</id><published>2006-03-03T13:59:00.000Z</published><updated>2006-03-04T15:06:28.640Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;table id="HB_Mail_Container" unselectable="on" border="0" cellpadding="0" cellspacing="0" height="100%" width="100%"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr width="100%" unselectable="on" height="100%"&gt;&lt;td id="HB_Focus_Element" unselectable="off" background="" height="250" valign="top" width="100%"&gt;Querido Pedro,&lt;br /&gt;Não quero que fiques preocupado comigo, nunca quis. Não sou aquela espécie de pessoa que se sente bem por saber que alguém quer saber se estou bem ou não. Sou fumadora compulsiva, só a avó consegue fazer-me esmagar um cigarro.&lt;br /&gt;Soube, desde o momento em que a avó me disse que queria falar contigo, que esse encontro seria lá em casa. Se não fosse a &lt;em&gt;minha &lt;/em&gt;seria capaz de apostar que essa conversa seria das mais enfadonhas que se pode ter. Mas não, é a minha avó, sei que tem guardadas para ti as palavras mais sábias. Quase consigo imaginar a cena, aposto que te vai fazer um chazinho e depois levar-te-á para o jardim.&lt;br /&gt;As coisas na agência não vão muito bem. Hoje, o Dr. Cerqueira, meu patrão, chamou-me ao seu gabinete. Quando abri a porta e vi o seu velho wiakie servido para dois, soube logo que ia ter problemas. A conversa resume-se a isto: ele acha que estou a atravessar uma fase "pouco produtiva", que é melhor eu tirar uma semana "para repouso" , depois "logo se vê". Nem me queixei, a semana vem a calhar muito bem.&lt;br /&gt;Vou aproveitar esta semana, precisamente para ir ao médico. Não me tenho sentido bem... são só dores esporádicas, não deve ser nada de especial mas em todo o caso mais vale prevenir do que remediar.&lt;br /&gt;Odeio esta tua mania de tentar saber sempre o que eu quero saber. Não seria muito mais fácil perguntar? Não seria muito mais fácil aprender? Não quero saber da loira, nem da Sofia, nem da fonte. Só quero saber de ti.&lt;br /&gt;Despeço-me com um beijo em labaredas, selando esta carta, selando este amor.&lt;br /&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr hb_tag="1" unselectable="on"&gt;&lt;td style="font-size: 1pt;" unselectable="on" height="1"&gt;&lt;div id="hotbar_promo"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21870524-114148206006170443?l=amorselado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amorselado.blogspot.com/feeds/114148206006170443/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=21870524&amp;postID=114148206006170443&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21870524/posts/default/114148206006170443'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21870524/posts/default/114148206006170443'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amorselado.blogspot.com/2006/03/querido-pedro-no-quero-que-fiques.html' title=''/><author><name>Helena</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00322191602469466371</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21870524.post-114134443776661401</id><published>2006-03-02T23:23:00.000Z</published><updated>2006-03-03T00:07:17.783Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>Querida Helena,&lt;br /&gt;A carta que hoje li deixou-me mais que preocupado. Confesso que fiquei mais que preocupado com o que disseste no final da última carta. Queria poder ir aí e arrancar-te o cigarro das mãos, colar-te o sorriso na face e pentear-te o cabelo com festinhas. Não podemos eu sei. Promete-me que tentas faze-lo sozinha, pelo menos tenta levantar-te desse chão.&lt;br /&gt;Liguei para a tua avó ao bocadinho quando recebi a tua carta. Apesar das minhas insistencia para irmos a algum sitio ela não cedeu um milimetro e obrigou-me a passar por casa dela amanhã. Espero que me receba com o sorriso que ela tem na minha memória, mas se assim não for eu compreendo, tanto por ti como por ela.&lt;br /&gt;Estou a sorrir, sabes porquê? Porque estou-te a imaginar a ler esta carta impacientemente para encontrar algo sobre a loira. Só me dá vontade de rir quando penso no que tu pensaste. A loira com quem tu me viste entrar no prédio era a simpática vizinha do 2º esquerdo que tu tão bem conheces. Algo te deve ter toldado a vista concerteza, e travo o pensamento que procura saber o quê.&lt;br /&gt;Vou pedir à tua irmã que te vá ver mais vezes. Não consigo pensar que estejas assim. Eu pedia à Joana, mas acho que da última vez não foste muito justa com ela e ela não merece ser posta na linha de fogo.&lt;br /&gt;Quanto à Sofia, eu não te quis mostrar nada Helena, nunca. Eu contei-te o que se passou como sempre faço, não o fiz com segundas intenções, não o fiz para te magoar. Se isso aconteceu só tenho que te pedir desculpa e prometer que não vou fazê-lo de novo.Lamento que tenhas ficado triste com o que te contei da fonte, lamento trazer mais um golpe nas tuas olheiras mas não te ia mentir para te fazer sentir melhor, e tu sempre soubeste que eu não ia ser capaz.&lt;br /&gt;Peço-te agora que não mandes a proxima carta num envelope de gelo aguçado. As minhas mão ainda não recuperaram. Não olhes a luz do meu quarto hoje, olha o céu que eu nele te beijarei.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21870524-114134443776661401?l=amorselado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amorselado.blogspot.com/feeds/114134443776661401/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=21870524&amp;postID=114134443776661401&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21870524/posts/default/114134443776661401'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21870524/posts/default/114134443776661401'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amorselado.blogspot.com/2006/03/querida-helena-carta-que-hoje-li.html' title=''/><author><name>Celi M.</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://img100.exs.cx/img100/4128/img0049small2ep9zb.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21870524.post-114125653628542836</id><published>2006-03-01T23:07:00.000Z</published><updated>2006-03-02T00:25:57.693Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>Querido Pedro,&lt;br /&gt;Lamento quebrar a bolha onde te refugiaste, mas eu não preciso de te acenar com absolutamente &lt;em&gt;nada.&lt;/em&gt; Tu é que vais fazendo questão de realçar quão maravilhosa é a Sofia, esperando que me cale e sorria! Nunca fui a mulher bibelot, não é agora que vou começar.&lt;br /&gt;Dizes que o Carlos não te interessa, como te passou pela cabeça que me poderia interessar se irias estar com a Sofia, a Maria,a Antónia ou qualquer outra das tuas muitas aventuras e ex-namoradas?&lt;br /&gt;Não sejas ridículo e não me venhas com moralismos, conheço tão bem o Carlos como tu conheces a loira que esteve no outro dia (noite) no teu apartamento.&lt;br /&gt;Não te vou esquecer em 4 dias, nem nunca. Sabes disso e ainda assim insistes em meter o dedo na ferida! Eu só tentei seguir em frente, repetir aquilo que era antes do sentimento que veio contigo.&lt;br /&gt;Não me interessa se passaste um serão agradável com a Sofia, só me interessa que não tenhas conseguido caminhar na fonte, não me desiludiste, fiquei triste, só isso... mas espero que um dia o consigas fazer.&lt;br /&gt;Como está a tua família? Fico feliz por terem reagido melhor do que a minha. A minha irmã tem passado cá por casa para me relembrar que não me livro deles assim tão facilmente. O Gui já começa a articular palavras, devias vê-lo, está tão engraçado! Mando-te em anexo o número da Avó Matilde, para que possas falar com ela e sossegá-la.&lt;br /&gt;Não quis a luz do teu quarto acesa, a raiva que a tua última carta que causou afastou-me da janela e agarrou-me ao pedaço de chão, ao fundo da cama, que me costuma embalar nestas horas. Passei a noite em claro a pensar e a ver o fumo do meu cigarro desvanecer-se no ar. Fez-me bem, apesar da fatiga consequente.&lt;br /&gt;Estou cansada Pedro. Já nem me reconheço ao olhar-me no espelho. As olheiras denunciam a vida pouco saudável que tenho levado, tudo em mim perdeu o brilho, até a farta cabeleira ruiva que adoravas parece cansada. Estou farta de mim, preciso de um novo eu.&lt;br /&gt;Não consigo dizer-te mais nada, estou triste e em farrapos, despeço-me com os olhos fechados, sentindo o teu beijo pousar na minha testa.&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21870524-114125653628542836?l=amorselado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amorselado.blogspot.com/feeds/114125653628542836/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=21870524&amp;postID=114125653628542836&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21870524/posts/default/114125653628542836'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21870524/posts/default/114125653628542836'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amorselado.blogspot.com/2006/03/querido-pedro-lamento-quebrar-bolha.html' title=''/><author><name>Helena</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00322191602469466371</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21870524.post-114116937117504324</id><published>2006-02-28T22:41:00.000Z</published><updated>2006-02-28T23:29:31.186Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>Querida Helena,&lt;br /&gt;Escrevo-te cansado. Não consegui dormir na camioneta e a noite foi longa e pesada. Não, não voltei a fazer asneiras. Sim, a Sofia. Estive com ela, mas não da maneira com que tu tão alegremente me acenas com o &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Carlos&lt;/span&gt;. Não o sabia, nem o quero saber. Isto é o que tenho a dizer sobre ele. Sobre ele e sobre todos os &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Carlos&lt;/span&gt; que venhas a fingir conhecer. Eu conheço a Sofia, ela conhece-me a mim. E foi por nos conhecermos que estivemos até o sol se levantar a conversar. Só? perguntas tu, eu respondo-te claro que sim, porque nem 4 dias, nem um ano vai mudar o que sinto por ti, e o que sinto por ela. A conversa trouxe sorrisos e lágrimas, mas não como as nossas. Carregados de nostalgia não tinham espaço para o amor que preenche as nossas.&lt;br /&gt;Não andei descalço na fonte. Não fui capaz. Não pelo frio, mas porque depois seria incapaz de to contar, e teria de te mentir. Não suporto a ideia de te contar algo que não pode ser teu quando é meu, como não suportaria se mo contasses a mim. Desculpa se te desiludi.&lt;br /&gt;A familia não me foi tão pesada como esperava. Se calhar por isso mesmo. Mentalizei-me que tinha de aguentar tanta dor no ombros que acabou por ser fácil. Claro que levei com bocas todos os dias da minha mãe, facadas no meu peito ainda frágil. Mas a fonte gentilmente limpou-me o vermelho.&lt;br /&gt;Vou ver se estou com a tua avó esta semana, mas preciso que me dês o telefone porque não o tenho. Espero que a nossa conversa te ajude a ti e que a tua familia não te olhe de riscas pretas e brancas.&lt;br /&gt;Despeço-te e peço desculpa pela breviedade mas as palpebras pesam ainda mais quando o coração as puxa. Vou deixar a luz acesa hoje para que mates as saudades.  Abraço-te e levo os lábios á tua testa .&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21870524-114116937117504324?l=amorselado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amorselado.blogspot.com/feeds/114116937117504324/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=21870524&amp;postID=114116937117504324&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21870524/posts/default/114116937117504324'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21870524/posts/default/114116937117504324'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amorselado.blogspot.com/2006/02/querida-helena-escrevo-te-cansado.html' title=''/><author><name>Celi M.</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://img100.exs.cx/img100/4128/img0049small2ep9zb.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21870524.post-114088839947463923</id><published>2006-02-25T16:51:00.000Z</published><updated>2006-02-25T17:26:39.490Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;table id="HB_Mail_Container" height="100%" cellspacing="0" cellpadding="0" width="100%" border="0" unselectable="on"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr height="100%" width="100%" unselectable="on"&gt;&lt;td id="HB_Focus_Element" valign="top" width="100%" background="" height="250" unselectable="off"&gt;Querido Pedro,&lt;br /&gt;Escrevo-te com uma dor latejante na cabeça e na alma. O trabalho é mais do que muito, e então nesta altura aumenta assustadoramente.&lt;br /&gt;É sempre a mesma coisa quando chega o Carnaval, toda a gente pensa que só por ser publicitária tenho a cabeça a fervilhar de ideias para fantasias. Vou passar a noite de Carnaval com os nossos amigos, o Miguel veio convidar-me ontem. Acho que era mesmo o que estava a precisar: festa.&lt;br /&gt;Acho bem que vás passar esta época a Travanca, apesar da desagradável conversa que provavelmente te espera. Espero que a enfrentes com a força que acredito que tenhas, apesar dos acontecimentos recentes.&lt;br /&gt;Não foste caprichoso ao ponto de dizer não à tua mãe, mas cedeste ao capricho de passar pelo meu prédio por causa do incidente com o elevador. Acho que precisavas de sentir de novo o ambiente de que fizeste parte tantas vezes. Sabias que eu não estava presa, se estivesse a carta não teria chegado até ti. Não cedas aos fantasmas, ao fazê-lo eles vão-se apoderando de ti e ganham força.&lt;br /&gt;Fico feliz por saber que estiveste com a Joana e que de alguma forma ela te ajudou. Fico também feliz por saber que vais reencontrar a Sofia, é uma felicidade diferente, é um doce amargo que vou saboreando. É verdade, eu disse-te para seguires em frente e não há mal nenhum em aqueceres as mãos num outro rosto. Eu própria já o fiz, sabe-lo bem, foi o Carlos lá da agência e é provável que o leve à festa.&lt;br /&gt;Peço-te apenas uma coisa, se não tencionares ter uma relação que ultrapasse todas as relações de uma noite sê sincero com ela. Não só pelo possível sofrimento dela (ela ainda gosta muito de ti), mas também para que não venhas a magoar-te.&lt;br /&gt;Na minha última carta esqueci-me de te dizer que a minha avó queria falar contigo, sabes como ela é: tem sempre que saber das coisas por todas as partes envolvidas. Tenta passar por lá quando o trabalho te der descanso.&lt;br /&gt;Quero pedir-te um favor: quando estiveres em Travanca vai junto da fonte e anda descalço nos seus limites. Era o que faziamos juntos, e quero saber se és capaz de o fazer sozinho. Quero que sintas o que eu não posso sentir.&lt;br /&gt;Quero que voltes depressa, três dias são suficientes para mudar uma vida, três dias é quanto basta para aceitarmos ou não o nosso destino. Três dias podem mudar tudo, até pode ser o suficiente para decidires trazer a Sofia contigo, por isso não te afastes por demasiado tempo, as noites são mais longas sem a luz do teu quarto acesa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr hb_tag="1" unselectable="on"&gt;&lt;td style="FONT-SIZE: 1pt" height="1" unselectable="on"&gt;&lt;div id="hotbar_promo"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21870524-114088839947463923?l=amorselado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amorselado.blogspot.com/feeds/114088839947463923/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=21870524&amp;postID=114088839947463923&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21870524/posts/default/114088839947463923'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21870524/posts/default/114088839947463923'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amorselado.blogspot.com/2006/02/querido-pedro-escrevo-te-com-uma-dor.html' title=''/><author><name>Helena</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00322191602469466371</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21870524.post-114077379442460519</id><published>2006-02-23T21:25:00.000Z</published><updated>2006-02-24T10:18:15.576Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>Querida Helena,&lt;br /&gt;Recebi com tristeza as noticias da  tua reunião familiar. Não queria de todo que a tua avó se entristecesse com as novas, assim como não queria que ser eu a trazer-te mais uma daquelas noites que te sei odiar. Ainda me fragilizei mais por ter eu mesmo de enfrentar tudo isso este fim-de semana. Vou passar o carnaval a casa dos meus pais e decerto as perguntas vão ser mais do que as alegrias. A minha vontade de ir já era diminuta mas agora desejo mesmo ficar. Não posso contudo ser caprichoso ao ponto de deixar a minha mãe num ataque de choradeira ao telefone. Por isso não te admires se não te escrever até terça feira.&lt;br /&gt;Espero apenas que estes dias sirvam para descançar porque o trabalho no atelier amontoa-se já até ao tecto. E a criatividade continua fugidia, só a apanho quando estou muito concentrado e isso não tem sido fácil. Lembro-me agora que não te disse que estive com a Joana. Ajudou-me muito. Sorriu-me e o sorriso dela trazia-me o teu. Não trouxe palavras de consolo, nem seria da Joana, mas conversar alegremente com alguém era coisa que já não fazia desde que fechei a porta do teu prédio.&lt;br /&gt;Acho que já era altura de alguém concertar o elevador para que não passasse a vida fazer prisioneiros. Também podias pedir para mudar a música que lá toca. De manhã depois de te ler passei pela entrada do teu prédio para ter a certeza que já não estavas lá presa. O elevador estava no rés-do-chão para meu descanço. Também não saberia o que fazer se lá estivesses. Por isso te peço perdão. Confesso ter hesitado em ir salvar-te o que põe em causa a nossa amizade. Mas acabei por ir, sem medo. Não sei qual foi o sentimento que lá me levou mas também não te posso pedir que mo digas. Talvez seja mesmo melhor ficar na ignorância.&lt;br /&gt;A ignorância talvez seja mesmo o melhor para nós. Ignorar as perguntas que nos fazemos a nós mesmos. Ignorar as respostas que à vezes queremos dar. Vou muito provavelmente estar com a Sofia no fim-de-semana. Não sei o que vai acontecer, não sei o que se vai repetir, mas quem me mandou seguir em frente foste tu. Não a desejo, sabe-lo bem, mas preciso de carinho, os meus dedos procuram uma face para acarinhar desde que te deixei. Por isso não posso prometer que não vai acontecer nada do teu desagrado.&lt;br /&gt;Ainda devo ter tempo de te escrever uma carta antes de partir para Travanca. Conta-me de ti, conta-me do teu carnaval, conta-me das coisas na agência. Conta-me.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21870524-114077379442460519?l=amorselado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amorselado.blogspot.com/feeds/114077379442460519/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=21870524&amp;postID=114077379442460519&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21870524/posts/default/114077379442460519'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21870524/posts/default/114077379442460519'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amorselado.blogspot.com/2006/02/querida-helena-recebi-com-tristeza-as.html' title=''/><author><name>Celi M.</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://img100.exs.cx/img100/4128/img0049small2ep9zb.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21870524.post-114064510150221604</id><published>2006-02-22T21:46:00.000Z</published><updated>2006-02-22T21:51:41.536Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;table id="HB_Mail_Container" height="100%" cellspacing="0" cellpadding="0" width="100%" border="0" unselectable="on"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr height="100%" width="100%" unselectable="on"&gt;&lt;td id="HB_Focus_Element" valign="top" width="100%" background="" height="250" unselectable="off"&gt;Querido Pedro,&lt;br /&gt;Estou aqui, igual a mim mesma como quando me deixaste: numa calma inquietude que me pinta de vermelho a lágrima queimada. Não estou feliz, seria inútil dizer-te que sim: seria apenas uma mentira insustentável. Não sorria no momento em que me pousaste a mão invisivelmente fria sobre o rosto, há dias que não sorrio devido à incapacidade de o fazer; vou chorando como quem tropeça: de vez em quando e sem querer.&lt;br /&gt;Não criámos um monstro, preservámos uma folha que respira: o ar é levado pelas cartas, por vezes manchadas pelas lágrimas ou até pelos sorrisos inflamados, são elas que nos invadem o corpo com um sopro quente quando nos esquecemos de como se respira.&lt;br /&gt;Foi bom voltar a casa da minha avó: o jardim daquela casa: sempre foi o único motivo pelo qual eu gostaria de viver num meio mais reservado como aquele, mas não sei viver com o coração calmo- tu sabe-lo bem.&lt;br /&gt;A Reunião Familiar revelou-se um desastre, tal como previa e temia. O motivo foi a causa das minhas insónias nas noites que correm: " O único homem decente que alguma vez tiveste!"- palavras da minha mãe. Não gostei que se metessem na minha vida tão indelicadamente e disse-lhes isso mesmo. Houve gritos e gestos exaltados e só a voz assustadoramente calma da minha avó os travou (soube de tudo pelo meu pai, nada pude fazer).&lt;br /&gt;Levou-me ao jardim, como cada vez que, em pequena, fazia uma grande asneira, e conversámos muito junto à velha trepadeira. Não vale a pena contar-te a conversa, conheces as palavras sábias da minha avó: como sempre inventou uma história para que eu me apercebesse da situação vista de fora.&lt;br /&gt;Quando voltámos para dentro a minha mãe esperava por mim com a curiosidade e o medo no olhar: nunca saberia o que me disse a avó, tinha a certeza disso, mas temia que a conversa com ela me fechasse os olhos. Elas nunca se deram bem, são demasiadas diferenças, por isso mesmo sempre contei tudo à minha avó e não à minha mãe.&lt;br /&gt;Regressei a casa mais triste do que previ e para meu desespero o elevador obrigou-me a pensar na minha tristeza: avariou-se outra vez.&lt;br /&gt;Escrevo-te esta carta aqui, sentada no cubículo-prisão. Desde que fiquei aqui fechada tenho a tua voz a segurar-me a desemparada cabeça. Do reduzido espaço transborda a &lt;em&gt;Estrela da Tarde &lt;/em&gt;cantada por ti ao meu ouvido.Começam a assombrar-me agora as memórias de quando subiste ao meu apartamento pela primeira vez sem ser na qualidade de amigo. Ficámos também presos no elevador, lembras-te?&lt;br /&gt;Foi então que conheci a musica que vei a fazer de banda sonora do nosso amor. Dançámos agarrados, nesta casa dos horrores que agora me aterroriza, durante tanto tempo que nos soube como uma onda: demasiado rápida e tão intensa que nos engoliu até perder a força e nos abandonar na praia.&lt;br /&gt;Acho que chega de pensar e relembrar, vou premir o botão de emergência e esperar que alguém me salve.&lt;br /&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr hb_tag="1" unselectable="on"&gt;&lt;td style="FONT-SIZE: 1pt" height="1" unselectable="on"&gt;&lt;div id="hotbar_promo"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21870524-114064510150221604?l=amorselado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amorselado.blogspot.com/feeds/114064510150221604/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=21870524&amp;postID=114064510150221604&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21870524/posts/default/114064510150221604'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21870524/posts/default/114064510150221604'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amorselado.blogspot.com/2006/02/querido-pedro-estou-aqui-igual-mim_22.html' title=''/><author><name>Helena</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00322191602469466371</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21870524.post-114056761236411257</id><published>2006-02-21T23:43:00.000Z</published><updated>2006-02-28T22:55:25.673Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>Querida Helena,&lt;br /&gt;Ao contrário de ti não sei como estás. Com estas últimas revoluções as tuas cartas acabam por não de dizer nada sobre ti sem implicar um esforço de análise mais pormenorizada às tuas palavras. Como estás tu? Não, não te irrites já, não estou a tentar deitar para trás das costas o que se passou. Estou só preocupado contigo.&lt;br /&gt;Não posso esquecer que perdeste o teu orgulho em mim. Confesso quando o li me enchi de lágrimas, mas agora escrevo de cabeça erguida porque sei que não é a chorar que vou ganhar o teu orgulho de novo. Eu já me perdoei, fui irresponsável. Perdoei-me mas não me esqueci. E não me esquecerei sempre que sair desta casa, e sempre que tocar num copo, porque para me perdoar tive que me prometer que nunca iria sequer andar á beira do poço mesmo sabendo o seu sítio exacto agora.&lt;br /&gt;Enquanto te escrevo, o Sr. Armando Freire vai &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Meditando&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;/span&gt; na Guitarra Portuguesa, e eu vou acompanhando na minha mente.A meditação, não é a guitarra. Sorrio. Penso em nós, em tudo antes daquela noite, na pureza dos sorrisos, nos etéreos olhares. Penso na noite, penso no efémero beijo, na triste felicidade. Penso no separar, na distância, penso em ti aí em cima de luz acesa. Penso em tudo isto sem pensar em mim, sem pensar em ti. Como se fosse um filme daqueles que tanto nos riamos pelo argumento tão real como os corações arredondados. E rio-me realmente, rio-me por saber impossível e ridiculo o "e viveram felizes para sempre". Medito. A meu lado um anjo e um diabo, o amor e a amizade sem que perceba quem é quem. Largamos o amor por temer os efeitos na amizade, largamos os dois, decidimos os dois. E eu não me arrependo. Já não se guardam as amizades no coração, e nos deitamos fora o amor para guardar o que era mais importante para nós. Mas agora uma verdade, ainda que subjectiva, me atravessa o pensar. Não teremos nos condenado a amizade por a querer guardar numa campânula de vidro e esquecido que ela tem que respirar? Ao resguardarmos do mundo o que para nós era insubstituível, não teremos criado um monstro?&lt;br /&gt;Deixo-te com a minha meditação, não para que te inquietes nem para que me lances de novo as tuas razões. Já as sei, e por as saber e por as ter também como minhas, é que te convido a entrares nas minhas deambulações. Não quero que me digas onde chegaste e o que queres para nós. Já o sei. Quero que tu atravesses o rio e sejas capaz de voltar para trás olhando-o daquele lado.&lt;br /&gt;Peço desculpa pela carta cheia de metáforas e metamorfoses, mas sei o gosto que tens por elas e como vês muito melhor com elas. Boa sorte para a reunião e tenta fazer com que o teu pai não te saia nos ombros barafustando contra a tua avó. Um beijo a ela, e tenta com que ela não saiba de nós. Não vale a pena trazer-lhe mais preocupações para as suas insónias. Beijo-te a testa da cabeça dorida e passo-te a mão na face sorridente.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21870524-114056761236411257?l=amorselado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amorselado.blogspot.com/feeds/114056761236411257/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=21870524&amp;postID=114056761236411257&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21870524/posts/default/114056761236411257'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21870524/posts/default/114056761236411257'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amorselado.blogspot.com/2006/02/querida-helena-ao-contrrio-de-ti-no.html' title=''/><author><name>Celi M.</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://img100.exs.cx/img100/4128/img0049small2ep9zb.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21870524.post-114046898996769657</id><published>2006-02-20T20:15:00.000Z</published><updated>2006-02-20T20:56:29.983Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;table id="HB_Mail_Container" height="100%" cellspacing="0" cellpadding="0" width="100%" border="0" unselectable="on"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr height="100%" width="100%" unselectable="on"&gt;&lt;td id="HB_Focus_Element" valign="top" width="100%" background="" height="250" unselectable="off"&gt;Querido Pedro,&lt;br /&gt;Nem vou perguntar como estás: sei a resposta embora não me agrade de todo.&lt;br /&gt;Não tens que me pedir desculpa, não quero que o faças. Sou tua amiga, não tua mãe; não tenho o direito de ficar chateada porque te perdeste na embriaguez dos sentidos, contudo, tenho o direito de ficar desiludida por não te ter encontrado quando te vi o rosto.&lt;br /&gt;Dizes que sentes a culpa atirar-te ao chão. Espero que assim seja Pedro, porque a culpa não é minha, não é do amor, não é da amizade nem mesmo do Joel. A culpa é tua, por teres deixado que os reflexos frios do que viveste te assombrassem a alma e que te atirassem para o ridiculo.&lt;br /&gt;Quando te vi chegar com o olhar vazio e perdido esqueci-me de respirar... porque percebi quanto a nossa despedida foi necessária e dolorosa. Não foi uma derrota, foi um verdadeiro triunfo: podíamos ter adiado aquele momento. Mas soubemos que era necessário para manter vivo o único sentimento que poderia sobreviver em nós.&lt;br /&gt;Não ameaçaste a amizade em momento algum e por isso nada tenho para te perdoar, ameaçaste apenas o meu orgulho em ti, esse, está débil e incapaz de acompanhar o meu passo para onde quer que vá. O único perdão possível de obter tem que vir de dentro de ti, só assim poderás viver e enfrentar quem vive. Eu sei que dói, também me sinto mais pequena desde aquela noite... o coração grita-me para correr e te alcançar, mas eu sou forte graças à nossa amizade. Pensei que também o fosses.&lt;br /&gt;Não vou pedir desculpas por ti à minha irmã: é uma responsabilidade tua e eu não tenho que a suportar, para além de não suportar o interrogatório a que estarei sujeita se ousar pronunciar o teu nome.&lt;br /&gt;Vou ter Reunião Familiar, só de pensar até já tenho dores de cabeça. Tenho que ir, aquilo que sempre fui chama por mim e não lhe sei negar o pedido.&lt;br /&gt;Repensa aquilo que eras e aquilo em que te estás a tornar, e nunca esqueças das palavras de Alexandre O'Neill que costumava murmurar ao teu ouvido: &lt;em&gt;" Entre o real e o sonho/ seremos nós a vertigem"&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr unselectable="on" hb_tag="1"&gt;&lt;td style="FONT-SIZE: 1pt" height="1" unselectable="on"&gt;&lt;div id="hotbar_promo"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21870524-114046898996769657?l=amorselado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amorselado.blogspot.com/feeds/114046898996769657/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=21870524&amp;postID=114046898996769657&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21870524/posts/default/114046898996769657'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21870524/posts/default/114046898996769657'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amorselado.blogspot.com/2006/02/querido-pedro-nem-vou-perguntar-como.html' title=''/><author><name>Helena</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00322191602469466371</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21870524.post-114039208639866945</id><published>2006-02-19T23:09:00.000Z</published><updated>2006-02-20T12:28:46.096Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>Querida Helena,&lt;br /&gt;Desculpa. Tudo o que tenho direito de te dizer é desculpa-me. Comportei-me realmente como uma criança e depois envergonhei-me das minhas acções. Por isso não te respondi, por isso não sei o que te dizer agora. Não há desculpas para o que fiz, não há nada que diga que possa justificar os meus actos. Estúpido e carente deixei-me ir na loucura de anos que já não são os meus. O joel também não me ajudou. Convencido que o alcool me iria libertar do fardo que me vergava a cabeça, fez-me beber como um inconsciente. Claro que a intenção dele não resultou porque não era a cabeça que me pesava mas sim o coração que a puxava para baixo. E o alcool não afecta o coração, só lhe permite ter voz mais alta. O que provou ser desastroso.&lt;br /&gt;Não me recordo ao certo o que escrevi na carta, mas sei que no estado em que me encontrava o que me saia pelas mãos eram os caprichos do peito. Desculpa-me o que disse. Desculpa-me a &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Estrela da Tarde  &lt;/span&gt;era suposto ser o meu segredo. Redescobri a letra do Ary dos Santos e vi nela o filme da nossa última noite. Tudo se encaixava direitinho. Mas era o meu segredo obscuro, aquela preciosidade que temos e não contamos a ninguém. Destrui tudo isso. Como temo ter destruido a nossa amizade. E choro, choro agora sobrio como nunca chorei com o alccol nas veias. Choro por sentir ter destruido tudo. Por te ter destruido em mim, por me ter destruido em ti. Olho a tua janela marejado de lágrimas imaginando-te a ver-me chegar num estado deplorável. Choro pensando-te a ler a carta inflamada que te devo ter dirigido. Choro pensando que talvez tenha sido o fim do que a tanto custo tentamos resguardar. E a culpa consome-me. Como se de uma ressaca de amor se tratasse, sinto a culpa a atirar-me ao chão.&lt;br /&gt;Fui tomar café com a tua irmã hoje. Acedi ao convite por não ter coragem de lhe contar o que se passou. Fui-lhe distante. Não conseguia conversar concentrado mais que dois minutos sem o coração fazer a pressão dos olhos subir. Calava-me com medo de chorar. E deixava de ouvir. Se lhe falares pede-lhe desculpa por mim mais uma vez.&lt;br /&gt;E só me resta pedir-te a ti desculpa mais uma vez ainda que  receie que tu nunca mais me respondas, tenho esperança que se a amizade nos pediu já tantos sacrificios possa também pedir que me perdoes.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21870524-114039208639866945?l=amorselado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amorselado.blogspot.com/feeds/114039208639866945/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=21870524&amp;postID=114039208639866945&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21870524/posts/default/114039208639866945'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21870524/posts/default/114039208639866945'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amorselado.blogspot.com/2006/02/querida-helena-desculpa.html' title=''/><author><name>Celi M.</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://img100.exs.cx/img100/4128/img0049small2ep9zb.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21870524.post-114020403814791777</id><published>2006-02-17T19:17:00.000Z</published><updated>2006-02-17T19:20:38.150Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>Querido Pedro,&lt;br /&gt;Nem devia chamar-te querido. Não, não te vou dizer "olá", não te vou perguntar como estás. Pergunto-te antes como te deixaste cair na solidão. E o Joel, onde é que ele estava com a cabeça, ao deixar-te chegar a esse ponto?&lt;br /&gt;Estou revoltada Pedro, mesmo. Onde está o homem que conheci e por quem me apaixonei? Esse Pedro só se comportava como um adolescente quando que queria ver rir que nem uma louca, e não cada vez que a vida lhe punha uma dificuldade à frente.&lt;br /&gt;Não me vou sentir culpada, nem sequer penses nisso. Revelei-te os meus sentimentos para perceberes que a Helena que conheceste continua a mesma: fria quando é necessário, mas com coração.&lt;br /&gt;Se soubesses como me atormentou o coração ver-te chegar naquele estado (não, não resisti a olhar)! Não te sabia tão fraco, pensei que a tua força te levasse a encarar tudo isto com dignidade. Sempre foste um homem honrado, um homem digno de assim ser chamado! O bebâdo que vi chegar a casa não tinha nenhuma parecença com o homem que amo, e isso enche-me de dor... por favor Pedro, recupera a dignidade, enfrenta todos os que não amaram o nosso amor de cabeça erguida.&lt;br /&gt;Peço-te por tudo que não me leves a mal. Pondo a nossa amizade à frente de qualquer outro sentimento, conseguimos tomar a decisão mais adulta possível, qual a lógica de nos transformarmos em crianças irresponsáveis logo depois? Digo-te tudo isto porque te adoro e preciso que saibas que não vou deixar que te destruas. Não vou deixar que me destruas.&lt;br /&gt;A &lt;em&gt;"Estrela da Tarde"&lt;/em&gt; atingiu-me a memória com tal brutalidade que ainda não a consegui afastar do pensamento: faz eco dentro de mim...&lt;br /&gt;Despeço-me com Pablo Neruda: &lt;em&gt;"Vou ferido talvez, mas não sangrando,/ por um dos raios da tua vida".&lt;/em&gt; Nunca te esqueças destas palavras, nem de que te adoro, nem de que tenho orgulho do homem que amo, não da criança que vi passar na rua.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21870524-114020403814791777?l=amorselado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amorselado.blogspot.com/feeds/114020403814791777/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=21870524&amp;postID=114020403814791777&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21870524/posts/default/114020403814791777'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21870524/posts/default/114020403814791777'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amorselado.blogspot.com/2006/02/querido-pedro-nem-devia-chamar-te_17.html' title=''/><author><name>Helena</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00322191602469466371</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21870524.post-114007438468792388</id><published>2006-02-16T07:10:00.000Z</published><updated>2006-02-16T07:21:03.863Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>Querida Helena,&lt;br /&gt;Escrevo-te com a cabeça a cair-me de sono. Fui sair com o Joel, mas acabei perdido na minha solidão. Na tua falta acabei por me refugiar no alcóol e agora escrevo-te com a disposição errada.&lt;br /&gt;Não te devia responder agora mas o que me disseste na última carta não me deixaria dormir se não o fizesse. Para não fazer correr o ridículo da minha embriaguez faço da carta apontamento e deixo-te apenas a letra de uma música.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:85%;" &gt;"(...)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi a noite mais bela de todas as noites que me adormeceram&lt;br /&gt;Dos nocturnos silêncios que à noite de aromas e beijos se encheram&lt;br /&gt;Foi a noite em que os nossos dois corpos cansados não adormeceram&lt;br /&gt;E da estrada mais linda da noite uma festa de fogo fizeram&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foram noites e noites que numa só noite nos aconteceram&lt;br /&gt;Era o dia da noite de todas as noites que nos precederam&lt;br /&gt;Era a noite mais clara daqueles que à noite amando se deram&lt;br /&gt;E entre os braços da noite de tanto se amarem, vivendo morreram&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu amor, meu amor&lt;br /&gt;Minha estrela da tarde&lt;br /&gt;Que o luar te amanheça e o meu corpo te guarde&lt;br /&gt;Meu amor, meu amor&lt;br /&gt;Eu não tenho a certeza&lt;br /&gt;Se tu és a alegria ou se és a tristeza&lt;br /&gt;Meu amor, meu amor&lt;br /&gt;Eu não tenho a certeza&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu não sei, meu amor, se o que digo é ternura, se é riso, se é pranto&lt;br /&gt;É por ti que adormeço e acordo e acordado recordo no canto&lt;br /&gt;Essa tarde em que tarde surgiste dum triste e profundo recanto&lt;br /&gt;Essa noite em que cedo nasceste despida de mágoa e de espanto&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu amor, nunca é tarde nem cedo para quem se quer tanto."&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;José Carlos Ary dos Santos&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Nunca é tarde Helena, a estrada tem dois sentidos, e poderemos sempre voltar para trás e seguir outro caminho. Beijo-te na testa e levo-te comigo para o sono ébrio e sonhador.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21870524-114007438468792388?l=amorselado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amorselado.blogspot.com/feeds/114007438468792388/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=21870524&amp;postID=114007438468792388&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21870524/posts/default/114007438468792388'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21870524/posts/default/114007438468792388'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amorselado.blogspot.com/2006/02/querida-helena-escrevo-te-com-cabea.html' title=''/><author><name>Celi M.</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://img100.exs.cx/img100/4128/img0049small2ep9zb.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21870524.post-114000049570783562</id><published>2006-02-15T10:31:00.000Z</published><updated>2006-02-15T11:00:41.966Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>Querido Pedro,&lt;br /&gt;Como estás? &lt;em&gt;A pergunta é completamente idiota: a resposta é obvia e não me oferece quilo que quero. Mais um começo...&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Como te tens sentido? &lt;em&gt;Asneira outra vez...&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Como me tens sentido? Pergunto-te isto porque te sinto aqui, porque me sinto ainda aí em tua casa. Sinto as nossas manhãs como se as vivesse ainda: entro na casa de banho e encontro-te envolto numa toalha e o cabelo a pingar água. Vais lavando os dentes e tentas fazer uma enormidade de coisas ao mesmo tempo. Corre-te tudo mal e acabas por escorregar na água que o teu cabelo libertou, a custo manténs-te em pé e afastas-te abruptamente. Esta imagem lembra-me de como nos tornámos no que hoje somos.&lt;br /&gt;Tentámos fazer tudo ao mesmo tempo: ser livres e acorrentarmo-nos um ao outro. Tropeçámos no malfadado amor que libertámos e afastámo-nos abruptamente com o medo de cair e não mais nos levantarmos.&lt;br /&gt;Desculpa o desabafo mas não consegui evitá-lo. Juro-te que o tentei aprisionar dentro de mim mas apercebi-me de que a verdade liberta mesmo. A intenção é libertar a verdade para que esta pare de me atormentar os sentidos, para que ela me liberte. Afinal é tudo sobre liberdade não é? Foi ela que nos transformou em gritos mudos.&lt;br /&gt;Lembro-me do Joel, ainda bem que ele te tenta arrancar de casa. Já sairam? Espero bem que sim, acho que estavas a precisar.&lt;br /&gt;Despeço-me mais uma vez com palavras que não são minhas, faço-o porque tenho a esperança de chegar ao final de tudo isto e de perceber que esta história não é a minha, tal como as palavras. Hoje as palavras que te ofereço são tuas: &lt;em&gt;"Amo-te", &lt;/em&gt;adorei a rosa, adorei os teus sentimentos e adorei que os partilhasses comigo, por isso hoje te ofereço pensamentos proibidos&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21870524-114000049570783562?l=amorselado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amorselado.blogspot.com/feeds/114000049570783562/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=21870524&amp;postID=114000049570783562&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21870524/posts/default/114000049570783562'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21870524/posts/default/114000049570783562'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amorselado.blogspot.com/2006/02/querido-pedro-como-ests-pergunta.html' title=''/><author><name>Helena</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00322191602469466371</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21870524.post-113991612002748307</id><published>2006-02-14T10:37:00.000Z</published><updated>2006-02-14T11:22:00.040Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>Querida Helena,&lt;br /&gt;A minha irreverência, ou mania do contra como tu gostas de chamar, faz-me começar esta carta com o que tu acabaste a tua. Uma citação. "É mais vulgar ver um amor absoluto do que uma amizade perfeita" disse um dia Jean de La Bruyére. Não sei quem seja, mas a verdade dele faz-me hoje tanto sentido. É dia do amor porque convém ao comércio, e aos amantes convém um dia que lhes tire a monotonia quando não são capazes sozinhos. Caminhar sozinho neste dia é quase heresia, um desafio marcar a diferença entre a multidão de pares que habita tudo o que é sítio. Mas hoje percebi realmente o sentido da frase e da nossa separação. Naquela noite (ou seria já madrugada?) quando entrei em casa depois da nossa conversa junto ao mar, chorei que nem um perdido. Parecia-me a mim que o amor existia só para destruir relações e nunca para as unir. Que a amizade era um fraco parceiro de um sentimento que não sabia viver a dois. Amaldiçoei o amor, amaldiçoei a amizade. Hoje percebo o ridículo das minhas acções. Vemos hoje o mundo cravejado de amor, mas uma amizade como a nossa é algo único. Sempre vimos o amor como uma joia preciosa e a amizade um pedra que encontramos a cada esquina. Para mim hoje os diamantes abundam, mas a pedra que eu tenho é única. Desculpa se me perdi nos sentimentos. Afinal hoje é dia disso, mas não quero que a única forma de comunicação entre nós seja inundada por  sentimentalismos.&lt;br /&gt;Não consigo desligar a música sabes bem, ela faz parte da minha vida tanto como tu.  Há momentos que eu não consigo imaginar sem aquela música, e há  músicas que levam a momentos que não conseguiria relembrar sem elas. O Joel foi meu colega na faculdade, não te lembras agora? Aquele que andava sempre com o mesmo casaco laranja? Claro que te lembras.&lt;br /&gt;Vou telefonar à tua irmã para tomarmos café. Não te importas pois não? Não queria que ela e o teu pai te vissem como culpada do que aconteceu, e se eles virem que fomos ambos a fazer isto é mais fácil. Acho que tu devias estar com a Joana, afinal ela nada tem a ver com a nossa decisão.&lt;br /&gt;Desejo-te um feliz dia dos Namorados, e espero que ele traga tantas revelações como a mim. A rosa que acompanha a carta não é com nenhuma intenção, é só por ser tradição.  Por tradição deixo-te também um beijo na testa e um olhar pousado nos teus.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21870524-113991612002748307?l=amorselado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amorselado.blogspot.com/feeds/113991612002748307/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=21870524&amp;postID=113991612002748307&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21870524/posts/default/113991612002748307'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21870524/posts/default/113991612002748307'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amorselado.blogspot.com/2006/02/querida-helena-minha-irreverncia-ou.html' title=''/><author><name>Celi M.</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://img100.exs.cx/img100/4128/img0049small2ep9zb.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21870524.post-113987380823213207</id><published>2006-02-13T23:10:00.000Z</published><updated>2006-02-13T23:51:30.926Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>Querido Pedro,&lt;br /&gt;Espero que estejas bem, pareceste-me um pouco abatido, não sei se por minha culpa ou por culpa de qualquer outra coisa. A humildade não é o meu forte, sabe-lo bem: se for minha a culpa nada posso fazer para além de te pedir perdão- nunca o intencionei.&lt;br /&gt;A criatividade sempre viveu nos teus olhos, não a deixaste esquecida em lugar algum, esqueceste-te apenas de olhar à tua volta e de sentir aquilo que não se vê... Assim, como nós. Quantas vezes te disse para desligares a música? Ela vai-te enchendo de imagens de outras gentes e não te deixa criar as tuas, vão-te consumindo até não conseguires pensar. Meu Deus! Quantas vezes te repeti isto?&lt;br /&gt;A Joana já deve ter percebido o que se passa, tal como todos os nossos outros amigos. A minha irmã também já sabe, tive que lhe contar. Numa visita a minha casa ela sugeriu inocentemente (ou nem tanto) que te convidassemos para tomar café, perante isto não me restou hipótese alguma para além de destapar a realidade. Ficou visivelmente transtornada, perguntou-me como, porquê e quando. Depois de todos os esclarecimentos terem sido prestados, levantou-se e olhou-me friamente nos olhos "Não vamos deixar de o ver por isso, nem eu nem o pai", assim, é possível que te procurem um dia destes.&lt;br /&gt;Já dei voltas à cabeça na cama, porém, por mais que tente não me consigo recordar do Joel, mas fico feliz por saber que ele te tem tentado arrancar do casulo. Escondermo-nos não serve de nada, apenas o oxigénio permite que a chama se alimente, não fiques aí, no teu apartamento a sufocar de dor e frio. Sai cá para fora, canta, dança, sente a alegria que irradiavas quando nos conhecemos.&lt;br /&gt;Quanto à luz acesa, a tua ingenuidade aperta-me brutalmente o coração: não é por fingirmos não saber a verdade que esta se desvanece.&lt;br /&gt;Despeço-me com Eugénio de Andrade: &lt;em&gt;"Já gastámos as palavras pela rua, meu amor,/ e o que nos ficou não chega/ para afastar o frio de quatro paredes.(...) Adeus".&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21870524-113987380823213207?l=amorselado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amorselado.blogspot.com/feeds/113987380823213207/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=21870524&amp;postID=113987380823213207&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21870524/posts/default/113987380823213207'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21870524/posts/default/113987380823213207'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amorselado.blogspot.com/2006/02/querido-pedro-espero-que-estejas-bem.html' title=''/><author><name>Helena</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00322191602469466371</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21870524.post-113976248490083684</id><published>2006-02-12T15:39:00.000Z</published><updated>2006-02-12T16:41:24.913Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>Querida Helena,&lt;br /&gt; Estou especado à frente do ecrã há uma hora e ainda não consegui escolher uma música para me acompanhar na escrita. Agora roda a &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Candombito&lt;/span&gt; do nosso amigo, mas não sei se a vou aguentar até ao fim. A monotonia da guitarra e da pandeireta, trazem-me a nostalgia de tardes de fim-de-semana a  sorrir contigo. Agora já não te sei a sorrir. &lt;br /&gt;Fui ao jantar da Joana mais para que ninguém  suspeitasse  do que por vontade de me sentar entre eles. Será que o teu afastamento me afasta deles também? Só o  Mário me perguntou por ti à entrada antes de levar um beliscão da Joana. Não sei se já tinhas falado com ela ou se ela percebeu o que para mim parece tão claro. O jantar correu bem, correu-me  com o meu pause ligado, e só no fim quando a Joana me abraçou com força me lembrei da tua ausência. Não que tu tivesses perdido a importância,  o jantar é que a perdeu, e eu perdi-me no meu de conversas e piadas que encontravam a tua parede. Sim, não falamos de ti, mas acredito que a culpa seja minha e que eles evitaram o assunto por minha causa.&lt;br /&gt;Os dias tem passado cinzentos e à noite quando acordo e olho pela janela já nem sei se o cinzento pertence ao dia ou à noite. No atelier as coisas também não andam muito coloridas. A minha criatividade parece ter ficado no bolso do casaco que me deu o teu pai. Não o preciso, podes fazer o que quiseres. Digo o sem rancor e com o imenso apreço que tenho pelo teu pai. Mas não vejo forma de mo devolveres e o valor que tem para mim não se perderá. &lt;br /&gt;Quando li a tua carta fiquei magoado, se calhar  até se perdeu por momentos aquilo que tanto tentamos preservar.  Por isso só respondo agora. Prometo da próxima não acordar para a mensagem dos teus silêncios  tão tarde. As palavras sem som ecoaram-me primeiro no coração e só depois na cabeça e por isso guardei sentimentos que me impediam de te responder.&lt;br /&gt;Quando contares à tua irmã avisa-me porque gostava de falar com ela. Não quero que me guarde nenhum sentimento negativo porque ela significa muito para mim. &lt;br /&gt;Da última carta que te escrevi poucas foram as respostas que obtive por isso desta vez não te pergunto nada. Espero contudo que esteja tudo bem. Gostei da resposta da luz acesa, às vezes esqueces-te que sei tudo sobre ti, incluindo o teu  disprazer por a luz acesa em ocasiões solenes. É tão ridiculo falar sobre estas coisas em carta que recorro a estas expressões que acabam por soar cómicas. &lt;br /&gt;Acabo esta carta a ouvir Bernardo Sassetti, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Renascer&lt;/span&gt; diz-me ele, e é o que espero fazer. Ser sem ti implica renascer no amor e em muitas outras coisas que me habituei a fazer contigo. Já me mentalizei que tenho de sair.Combinei com o Joel, lembras-te dele? Mas ainda não renasci, as cinzas ainda cobrem  o meu corpo. Sei que por muito que custe o fogo voltará a consumir-me como na fénix de que eu tanto gosto.&lt;br /&gt;Espero pacientemente por ti num envelope da minha caixa de correio. Um abraço, e um beijo na testa já que a boca está ocupada em palavras sem som.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21870524-113976248490083684?l=amorselado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amorselado.blogspot.com/feeds/113976248490083684/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=21870524&amp;postID=113976248490083684&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21870524/posts/default/113976248490083684'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21870524/posts/default/113976248490083684'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amorselado.blogspot.com/2006/02/querida-helena-estou-especado-frente.html' title=''/><author><name>Celi M.</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://img100.exs.cx/img100/4128/img0049small2ep9zb.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21870524.post-113925808137560259</id><published>2006-02-06T20:24:00.000Z</published><updated>2006-02-06T23:37:47.343Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;table id="HB_Mail_Container" unselectable="on" border="0" cellpadding="0" cellspacing="0" height="100%" width="100%"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr width="100%" unselectable="on" height="100%"&gt;&lt;td id="HB_Focus_Element" unselectable="off" background="" height="250" valign="top" width="100%"&gt;&lt;p&gt;Querido Pedro,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quero começar esta carta com um "olá" porque ao contrário de ti ainda sei respeitar regras. Tal como respeitarei a regra de não mais nos vermos, por isso disse à Joana que não estarei presente no jantar, também pedi desculpas ao Mário. "Vocês estão muito estranhos...", foram as palavras da Joana quando lhe disse que preferia não ir.&lt;br /&gt;Ainda não consegui contar que há uma semana que não te vejo, nem à Joana nem à minha irmã. Acho que preciso de as mentalizar da situação, creio que lhes custará bastante, habituaram-se a ver-nos lado a lado. Lembro-me do Miguel dizer que separados eramos palavras sem som... Ao fim ao cabo foi no que nos tornámos, não foi?&lt;br /&gt;A nossa amizade não morre aqui, provas disso são as cartas que trocamos. Decidimos fazê-lo para que a distância não destruisse o que de benéfico havia entre nós, o que havia de possível.&lt;br /&gt;Deixaste o sobretudo castanho, o que meu pai te deu pelo teu aniversário, sobre a cadeira no meu quarto; graças a ele ainda sobrevive o teu cheiro pelo compartimento.Não sei como to devolver. Não quero nem posso ver-te, não sei como me hei-de livrar dele. Faz-me impressão ali, perto da janela, como que a desafiar-me para espreitar o teu prédio - sempre tive uma visão priveligiada do teu quarto. Sabes, apesar do olhar me tentar fugir na esperança de te encontrar, eu sou mais forte do que ele, e tu também deverias ser. Sabes bem que a luz não fica acesa devido ao trabalho, sabes que teu olhar pode encontrar um outro alguém ao meu lado, nas horas que a noite arrasta.&lt;br /&gt;Eu sei que te dói, que te consome o peito na mais agonizante das dores, mas sei também que é o melhor para ti e para mim, para a nossa paz e liberdade.&lt;br /&gt;Até breve, não deixes esmorecer a amizade... escreve-me, oferece-me palavras sem som.&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21870524-113925808137560259?l=amorselado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amorselado.blogspot.com/feeds/113925808137560259/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=21870524&amp;postID=113925808137560259&amp;isPopup=true' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21870524/posts/default/113925808137560259'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21870524/posts/default/113925808137560259'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amorselado.blogspot.com/2006/02/querido-pedro-quero-comear-esta-carta.html' title=''/><author><name>Helena</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00322191602469466371</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21870524.post-113918511198163281</id><published>2006-02-05T23:41:00.000Z</published><updated>2006-02-06T15:30:05.893Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>Querida Helena,  &lt;br /&gt;Tento lembrar-me dos conselhos básicos para escrever uma carta que a professora de Português tão enfaticamente me ensinou. Mas esta carta não entra em nenhuma das categorias que aprendi. Esta carta começa com a despedida quando todas as outras com ela acabam. Tenho que me desempecilhar assim. Não é o que tu dizes? As coisas são o que são. Esta carta despede-me da tua presença. Escrevo-a aqui porque ia fazer o papel sofrer em amassos e lágrimas.&lt;br /&gt;Todas as noites projectado no meu tecto vejo aquele último abraço, tão salgado e tão determinado. Pensava que estas coisas só os realizadores viam, e viam porque lhes dava jeito para chamar a atenção de pormenores antigos ao espectador. Eu preciso de tudo menos de chamar a atenção para aquele abraço. Será que é para ti que o relembro? Lembras-te de mim quando te deitas? Lembras-te de mim quando ouves o meu nome? O teu já não o consigo ouvir, fujo dele e finjo não o ver quando por acidente me cruza os olhos.&lt;br /&gt;Como passaste esta semana? Como sou infantil às vezes. Vais-te rir quando leres isto, ao escrever esta última pergunta esperei que respondesses. Como se falássemos num qualquer programa como eu tantas vezes fazia na adolescencia. A semana a mim pesou-me tanto nos ombros que me vi mal para a arrastar. Espero que a tua tenha corrido melhor. A tua luz ligada até tão tarde atormentou-me o coração. Muito trabalho para fazer?&lt;br /&gt;O trabalho surge-me agora como um mero espectador. Trago a alma tão flagelada que já não faz efeito o ardor do trabalho. Não queria escrever isto, não queria dizer como me doi ver-me apartado de ti, como a luz do teu apartamento me cega, como qualquer vulto me desfaz o coração na praceta que une os nossos prédios. Eu sei , eu sei. Temos que ser fortes, mas como Helena? Não me vejo eu agora sem a tua amizade também? Prometemos ser o ultimo aquele abraço para que o amor não nos destruisse a amizade, e agora acabamos sem ela. Desculpa-me as palavras tão duras. Tenho as mãos secas de as trazer ao vento. E este frio? Aposto que já calçaste as meias pirosas para dormir que te dei no Natal. Afinal sempre dão jeito! Vi a Joana na segunda. No café de sempre a comer o de sempre. Diz que quer fazer uma jantarada com o pessoal em casa do Mário. Perguntou-me por ti. Chamei o empregado e pedi-lhe um café. Os olhos vidrados impediram-na de repetir a pergunta. A minha mãe perguntou se ainda não te tinhas constipado. Espero que não.&lt;br /&gt;Como a carta começou cou umz despedida agora não sei o que pôr no fim. Talvez um olá. Olá e até manhã. Gosto muito de ti. Dá beijinhos à tua irmã quando falares com ela. Diz-lhe que te perguntei se Guilherme já fala. Fecho os olhos e digo baixinho o que te disse à tua partida. "Amo-te"&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21870524-113918511198163281?l=amorselado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amorselado.blogspot.com/feeds/113918511198163281/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=21870524&amp;postID=113918511198163281&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21870524/posts/default/113918511198163281'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21870524/posts/default/113918511198163281'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amorselado.blogspot.com/2006/02/querida-helena-tento-lembrar-me-dos.html' title=''/><author><name>Celi M.</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://img100.exs.cx/img100/4128/img0049small2ep9zb.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry></feed>
